Tanzânia quer adotar moeda social de Maricá

Comitiva de banco africano visita cidade para conhecer moeda social criada pela prefeitura

Por O Dia

Maricá (RJ) - Uma delegação vinda da Tanzânia, país situado na costa leste do continente africano, visitou Maricá nesta terça-feira (18) para conhecer o funcionamento da Mumbuca, a primeira experiência com moeda social associada a cartão de débito do Brasil.

O prefeito Washington Quaquá (PT) recebeu a comitiva, composta por membros da direção do banco de investimentos DCB Commerce, e explicou a forma como o sistema gera renda e crédito para as 14 mil famílias beneficiadas. Ele também anunciou uma novidade: cerca de 2 mil jovens que vivem nos recém-inaugurados condomínios do programa ‘Minha casa, Minha Vida’ em Maricá vão receber 100 mumbucas (o equivalente a R$ 100) para fazerem cursos profissionalizantes.

Durante a reunião, Quaquá descreveu os benefícios para o comércio e a melhoria nas condições de vida dos atendidos pelo programa que, segundo ele, foi inspirado em modelo utilizado em Bangladesh. “Este será um projeto piloto que vamos aplicar, primeiro, nos condomínios do programa em Itaipuaçu e Inoã", informou.

Segundo ele, a ideia, de acordo com os resultados, é gradativamente oferecer esta mesma ação a outros beneficiados pela moeda. O encontro foi realizado na Casa de Darcy Ribeiro, em Cordeirinho, e promovido pelo Instituto Brasil África, entidade com sede em Fortaleza que promove a aproximação entre o Brasil e o continente africano em diferentes setores. Após uma rápida passagem pelo Paço Municipal, o grupo seguiu para Cordeirinho, acompanhado do secretário adjunto de Economia Solidária, André Braga.

Combate à pobreza

Para o vice-diretor do comitê de investimentos do banco DCB, Lucian Msambichaka, a Moeda Mumbuca é uma experiência que traz uma nova ideia de combate à pobreza e de melhoria para a vida das camadas mais pobres da população. Junto com o diretor do banco DCB, Edmund Mkwawa, Msambichaka convidou Quaquá para visitar a Tanzânia e ver como o banco opera programas similares naquele país.

Em seguida, a comitiva retornou ao centro da cidade e visitou o espaço onde funciona o Banco Palmas, gestor da moeda Mumbuca. Ali, recebeu esclarecimentos mais detalhados sobre a operação do programa. Segundo o presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, o grupo está conhecendo diversas experiências de economia solidária. Antes, os tanzanianos já haviam travado contato com a experiência que funciona no morro do Preventório, em Charitas, na zona sul de Niterói.

“A Mumbuca é uma referência bem sucedida e reconhecida internacionalmente desses programas, e essa visita é mais um sinal disso", avaliou o secretário André Braga. "O DCB é uma instituição que fomenta iniciativas como essa e, agora que eles vieram nos conhecer, abrimos a possibilidade de uma futura parceria que poderá ser muito benéfica para quem usa a Moeda Mumbuca”, completou o secretário.

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