Por paloma.savedra

Rio - Um impasse envolvendo a Transpetro, subsidiária da Petrobras, e a Secretaria de Estado do Ambiente coloca em risco o futuro do Terminal Marítimo da Baía de Ilha Grande, o Tebig, de onde vazaram centenas de litros de óleo, em dois graves acidentes ambientais este ano. O problema também atinge a economia de Angra dos Reis, na Costa Verde, que pode perder R$ 300 milhões por ano em impostos, além de ganhar novos desempregados. Sem a renovação da licença, que expira a partir do dia 8, as operações de transbordo de 28 navios por mês no local correm o risco de ser paralisadas.

A Petrobras informou que aguarda a renovação, sob a avaliação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), mas admite estudar outras opções. “Além de Angra dos Reis, há alternativas na costa do Espírito Santo e no Uruguai”, diz, em nota. A Secretaria informou ontem, também em nota, que a licença será renovada provisoriamente, por mais 30 dias pelo Inea.

A decisão foi tomada após pressão de deputados estaduais, que na semana passada se encontraram com a prefeita Conceição Rabha (PT) e vereadores do município, durante CPI da Alerj para discutir os impactos da crise da Petrobras na economia do Rio. A reunião marcada para hoje entre a prefeita e o secretário estadual André Correa foi adiada para semana que vem.

Em um dos acidentes no Tebig, a Secretaria chegou a multar a Transpetro em R$ 50 milhões, além de cassar a licença para operações ship to ship (navio para navio) na Baía da Ilha Grande. “Multa é outra discussão. Não se pode vincular a cobrança de multa ao fechamento do terminal. É claro que ninguém na cidade apoia vazamento de óleo”, disse o secretário municipal de Governo, Robson Marques.

Segundo ele, Correa cobra da Transpetro que apresente um plano de contenção de óleo. “Nossa Secretaria do Ambiente, inclusive, oferece apoio para esta fiscalização”, disse.

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