Prefeito de Mesquita: 'A crise não paralisou as obras'

Confira entrevista com Gelsinho Guerreiro

Por O Dia

Rio - Assim como as demais cidades da Baixada, Mesquita viu crescer o número de assaltos, homicídios e de bandidos, com troca de tiros entre facções em bairros como da Coreia. O prefeitro Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PSC), afirmou que, em parceria com o estado, construirá DPO exatamente nesse lugar. A cidade não conta com hospital, mas ele contrapõe listando a reforma de quatro unidades básicas de saúde e a revitalização da Policlínica Municipal com ampliação do atendimento mensal, que passou de 2.240 para 5.122.

Gelsinho GuerreiroAgência O Dia

Qual é a expectativa em relação ao ano de 2016, que está começando?

Espero que o nosso país saia da crise em que se encontra e volte a ter crescimento em todas as áreas, em especial com mais investimentos na Educação, Saneamento e Segurança. Com os repasses normalizados, poderemos fazer ainda mais por nossa cidade.

Mesquita teve que se adequar ao momento vivido pelo Brasil? Como foi?

Reduzimos o número de secretarias de 23 para 13, fizemos cortes na folha de funcionários e a prefeitura assumiu alguns serviços que eram terceirizados, como a varrição e alimentação da Unidade de Saúde de Urgência e Emergência Dr. Mário Bento.

E mesmo assim passou por situações difíceis, como corte de luz e de telefones nos prédios da administração municipal...

Esses problemas foram resolvidos. Atualmente temos 350 funcionários comissionados e 2.156 efetivos e o pagamento dos servidores, segundo a Lei Orgânica Municipal, deve ser feito até o quinto dia útil do mês. Atrasamos um pouco, mas pagamos o salário mensal e também saldamos a segunda parte do décimo terceiro.

A segurança na cidade preocupa e os moradores se queixam do crescimento da violência...

Nós conseguimos, em parceria com o governador Luiz Fernando Pezão, a construção de um DPO (Destacamento de Policiamento Ostensivo), na Coreia. Recebemos muitas reclamações de moradores desta região, se queixando de que estão acontecendo muitos assaltos, principalmente pela migração de bandidos.

A prefeitura está fazendo obras na cidade ou a crise provocou paralisações?

Em parceria com o governo federal, estamos construindo o CRAS Chatuba e a Praça PEC, em Santo Elias, além de 16 unidades habitacionais, um posto de saúde e obras de drenagem, pavimentação e saneamento em diversas ruas na Coreia. Com o governo do estado, trouxemos obras de drenagem, pavimentação e saneamento para nove ruas nos bairros Banco de Areia e Rocha Sobrinho. Além disso, temos a construção do Destacamento do Corpo de Bombeiros, em Santo Elias. Doze praças foram reformadas e equipadas com academias da terceira idade, área de lazer para crianças, paisagismo e iluminação.

Que ações de seu governo merecem destaque?

A ativação do reservatório JK II (7,5 milhões de litros d’água) e a conclusão da elevatória da Coreia. Com essas duas medidas solucionamos em 90% da cidade um problema que era crônico, a falta d’água. Essa era a segunda maior reclamação dos moradores.

Como foi o investimento na área da Saúde no ano passado?

Criamos o Centro Municipal de Referência em Ortopedia e reabilitação física, reformamos e ampliamos a Equipe de Saúde da Família, no bairro Chatuba. Realizamos obras em três unidades básicas e na Unidade de Pronto Atendimento Dr. Mario Bento. Também revitalizamos a Policlínica Municipal de Mesquita, ampliando o atendimento de 2.240 para 5.122 procedimentos mensais.

E como está a Educação em Mesquita?

Neste setor, mesmo em um ano de crise nacional, continuamos a investir. Oferecemos reajuste salarial de 8% para os servidores da Educação, implantamos o programa que amplia a carga horária de quase 4.500 alunos para sete horas diárias, fizemos obras de manutenção em várias escolas e investimos na formação dos funcionários municipais.

O senhor pretende se candidatar à reeleição?

Pretendo. Tenho um projeto para Mesquita que precisa de mais tempo para ser completado. Mas neste momento estou focado em exercer bem minha função, em reconstruir a cidade, para que ela volte a crescer.

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