Editorial: O atraso do vandalismo no futebol

Medidas contra a violência incluem a realização de partidas sem torcida ou com o mando neutro

Por O Dia

Rio - Capítulo específico da violência que ronda o esporte, o vandalismo contra instalações esportivas é prática recorrente que atenta contra o espetáculo — pois impõe prejuízos a clubes e federações e afasta torcedores, quando não causa tragédias. O absurdo da vez aconteceu em São Januário, no domingo, no clássico entre Vasco e Flamengo. Rubro-Negros destruíram um dos banheiros.

Este não é um episódio de monta, em comparação com o caso da privada atirada do alto do Estádio do Arruda, no Recife, em 2014, quando um torcedor foi morto. Mas causa desconforto semelhante, pelo desrespeito ao patrimônio e pelo risco a quem nada tem a ver com a barbárie e a infantilidade.

Medidas contra a violência incluem a realização de partidas sem torcida ou com o mando neutro. Entende-se que, nesses casos extremos, pune-se o todo por erros da minoria. Existem meios de identificar e barrar os vândalos, como já tem sido feito com brigões. O que não pode é o futebol continuar maculado pela estupidez.

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