Editorial: Vergonha do lixo exposta em temporais

O papel atirado no chão entope o bueiro, que alagará a rua, o que arrastará e arrebentará os horrendos sacos de lixo

Por O Dia

Rio - Os cariocas produzem quase dez mil toneladas de lixo por dia, volume satisfatoriamente absorvido pela Comlurb e seus valorosos garis. Vez ou outra se fala em tentar reduzir esse número, como nas ocasiões em que se mostra a capacidade de lixões ou aterros. Como a maioria julga equivocadamente não ser esta uma questão iminente, jogam-se detritos nas ruas — a despeito do Lixo Zero — e produzem-se sacos e mais sacos de rejeitos.

Chuvaradas como as dos últimos dias expõem como o carioca é largo na sujeira. O papel atirado no chão entope o bueiro, que alagará a rua, o que arrastará e arrebentará os horrendos sacos de lixo. Não há gari que dê conta de tanto trabalho.

Não se trata só de afiar a coleta, cujos horários estão na internet, ou de impor multas para quem deixa o lixo na porta de casa cedo demais. É hora de pensar em alternativas como reciclagem mais efetiva e mesmo a redução do volume descartado, o que muitas vezes resvala para o desperdício. O Rio não pode nadar na própria sujeira.

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