Aristóteles Drummond: Segurança já, antes que seja tarde demais

Esta história de ONGs que abusam dos ‘direitos humanos’ para acobertar criminosos, muito protegidos política e ideologicamente, precisa de um basta

Por O Dia

Rio - Nada mais realista do que a excelente manchete do DIA, quinta-feira passada, sobre o crime da Av. Atlântica que roubou a vida da turista argentina: “Uma facada na cidade”. Como vamos conquistar turistas para as Olimpíadas, com zika e facadas mortais? Naquela noite, pouco depois da meia-noite, passei pela orla e observei a presença da polícia em vários pontos. Chega-se à conclusão de que não basta a presença, mas a ação, e esta passa pela revista em quem está nas ruas para a apreensão de armas. O uso da faca se tornou rotina trágica. Elas devem ser procuradas nas revistas com educação e respeito, como se vê nos aeroportos do mundo inteiro, onde até sapatos são checados.

Esta história de ONGs que abusam dos ‘direitos humanos’ para acobertar criminosos, muito protegidos política e ideologicamente, precisa de um basta. Pelo menos dos governos estaduais de perfil democrático, de centro, como os casos do Rio e de São Paulo.

Todos nós fomos esfaqueados naquela madrugada. A rede hoteleira carioca cresceu muito. Precisa ser ocupada por turistas, visitantes que sejam acolhidos com alegria, carinho e segurança. Salvador, nos anos de ACM, cresceu no turismo na base da segurança oferecida nos seus pontos principais, a começar pelo Pelourinho, hoje ponto negro na cidade, perdendo-se o belo trabalho de reconstrução feito nos anos 1970.

O prefeito ACM Neto vem se esforçando, com amplo apoio da população, mas apenas com a Guarda Municipal, que sofre restrições legais para agir como gostaria. De volta ao Rio, o Passeio Público, por exemplo, se tornou uma vergonha com a ocupação pela população de rua que ali se instalou de maneira agressiva, grosseira e cuja desenvoltura humilha o carioca perante qualquer visitante.

Para os políticos que se intimidam com os padrinhos da baderna, é bom lembrar que o povo trabalhador, que os formadores de opinião sem comprometimento ideológico ou limitações intelectuais, gosta mesmo é de ordem, segurança e uso da autoridade dentro do que a lei garante nas cidades civilizadas.

Vamos reagir, apoiar as polícias. Amanhã pode ser com um de nós, vítimas da violência, da perda de empregos ou de entes queridos. Essa novela macabra de crimes no Rio vem de longe. É preciso um basta antes que seja tarde demais.

Aristóteles Drummond é jornalista

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