Reivindicar não é tocar o terror

É imperioso que o Brasil tenha lei rígida para lidar com ameaças terroristas

Por O Dia

Rio - Em sábia e providencial decisão — contrariando o viés conservador e fisiologista dos últimos meses —, a Câmara dos Deputados desarmou ontem mecanismo que, na prática, poderia incluir manifestações no rol de atos terroristas. O texto que viera do Senado era demasiadamente vago e permitia essas perigosas interpretações. Felizmente os deputados desfizeram esse equívoco. O projeto vai para sanção da presidente Dilma Rousseff.

É imperioso que o Brasil tenha lei rígida para lidar com ameaças terroristas, algo bastante incomum por aqui nas últimas décadas. O advento da Olimpíada e a geopolítica surgida com a crise dos refugiados, porém, pode mudar esse cenário. Leis claras com penas severas, se não impedem ataques, municiam o país a revidá-los.

Mas incluir no mesmo balaio movimentos e protestos é flertar com totalitarismos e intolerâncias, mazelas que há muito deixaram de atormentar os brasileiros. Não se pode legislar guiado pela conveniência e no embalo rasgar direitos pétreos. 

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