Editorial: Fifa troca seis por meia dúzia

Que não se caia no discurso retórico e figurativo do novo presidente, que promete resgatar a imagem da Fifa

Por O Dia

Rio - Com a credibilidade abalada desde meados do ano passado, depois de operação que encarcerou oito altos dirigentes, a Fifa realizou nesta sexta-feira eleição cujo resultado, na prática, não enseja grandes mudanças. Venceu o favorito Gianni Infantino, ex-braço direito de Michel Platini na Uefa, da mesma laia de cartolas de Joseph Blatter, pivô do escândalo milionário e depois afastado por oito anos do mundo do futebol.

Que não se caia no discurso retórico e figurativo do novo presidente, que promete resgatar a imagem da Fifa. Só não se sabe como, já que a recuperação demandaria mudanças profundas no sistema feudal da entidade que manda e desmanda no futebol do mundo. Não se crê em rupturas no ‘status quo’ da Fifa — tanto que Infantino nem se pronunciou nesse sentido.

Como em substituições de jogadores em partidas que não surtem efeitos, a mudança de comando evoca o ditado “trocar seis por meia dúzia”. E o revezamento de compatriotas no topo da Fifa mantém sua credibilidade furada tal qual queijo suíço.

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