Editorial: Estradas não podem virar rotas do medo

O DIA mostra hoje que a cada dois dias e meio uma pessoa morre nas rodovias. Frei Antônio Moser foi morto na BR-040

Por O Dia

Rio - São preocupantes as estatísticas de ocorrências policiais nas estradas que cortam o estado. Como O DIA mostra hoje, a cada dois dias e meio uma pessoa é morta nas rodovias. Causou comoção nacional, por exemplo, o assassinato em tentativa de assalto do frei Antônio Moser, há duas semanas, na Washington Luís — a via mais perigosa do Rio de Janeiro. Mas outras artérias, como a Dutra e a Niterói-Manilha, não são muito mais seguras.

Crimes seguem ciclos onde se observam demanda e repressão; quando a primeira sobe e o segundo cai, surgem oportunidades, e o motorista acaba refém do acaso. É o que aconteceu com Moser.

Houve épocas em que todo fim de semana se registrava ao menos um arrastão. Agora se tem notícia de ataques pontuais, cirúrgicos, mas se nada for feito as barreiras de criminosos voltarão a causar terror nas estradas.

É mais um lance no difícil xadrez da segurança pública, que já tem de lidar com verbas enxugadas, atraso de salário e risco constante.

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