Editorial: Combater o terror com menos ódio

Bombardear os já depauperados territórios da Síria e do Iraque, como defendem alguns, não extirpará o Estado Islâmico

Por felipe.martins

Rio - Ultranacionalistas ignoraram pedidos das autoridades belgas e realizaram neste domingo tenso protesto na então pacífica Praça da Bolsa de Bruxelas. O resultado não poderia ter sido mais desanimador. Não apenas pelo fim conturbado da manifestação, a jatos d’água, mas pela mensagem de ódio que prevaleceu. No lugar de marcha em homenagem às vítimas, adiada por questões de segurança, ficaram os discursos generalistas de xenofobia e preconceito contra o Islã.

É exatamente isso o que busca o Estado Islâmico. Aposta no acirramento das animosidades para angariar ainda mais adeptos. Apavora a facilidade da execução dos atentados, como os perpetrados em Bruxelas, mesmo diante de toda a vigilância depois da prisão de Abdeslam.

. O combate tem de ser travado no corte do financiamento das ações e sobretudo no discurso. Quanto mais ódio houver, mais risco o mundo correrá.

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