Editorial: O que será da democracia após o muro?

Um lado vai perder. Aos vencedores, independentemente de quem seja, pedem-se serenidade e disposição para o diálogo, algo em falta nos últimos meses

Por O Dia

Rio - É prudente a decisão do governo do Distrito Federal de erguer muro na Esplanada dos Ministérios para separar apoiadores de Dilma dos defensores do impeachment. A animosidade entre os grupos, como visto nas últimas manifestações, é crescente e enseja cuidados, como O DIA mostrou ontem.

Mas o cenário onde se faz necessário dividir torcidas — sem que uma veja a outra — também gera apreensão. O processo de impeachment chega a um momento crucial e, ainda que demore, terá um desfecho. O que será da democracia depois da decisão do Congresso?

Não se está entrando no mérito do julgamento de Dilma, o que cabe análise posterior neste espaço. Neste momento, preocupam a cegueira e a intransigência dos querelantes, disputa que só se acirrou e baixou o nível desde as eleições de 2014.

Um lado vai perder. Aos vencedores, independentemente de quem seja, pedem-se serenidade e disposição para o diálogo, algo em falta nos últimos meses.

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