Editorial: Atenção máxima ao terror no país

A Olimpíada, por reunir todo o mundo e pregar valores execrados pelos radicais, reforça o temor de agressão

Por O Dia

Rio - O terror que cada vez mata mais gente com o mínimo de recursos e de complexidade não à toa é chamado de ‘líquido’ — por poder estar em qualquer lugar e ser quase imperceptível. Os últimos ataques, em Paris e em Bruxelas, mostram que toda a vigilância não foi capaz de impedir tragédias. É esse horror que pode chegar ao país, como O DIA mostrou nesta quinta-feira com exclusividade.

É positivo que a Abin tenha interceptado mensagens e confirmado a intenção de grupos terroristas de atacar o Brasil. Aos que não veem motivos para atentados, cabe lembrar que o Ocidente, em sua acepção mais ampla, é alvo de extremistas; e a Olimpíada, por reunir todo o mundo e pregar valores execrados pelos radicais, reforça o temor de agressão.

A questão, agora, é saber se estarão sanadas deficiências históricas, como o queijo-suíço da segurança nos aeroportos, a facilidade com que se desviam e se transportam armas e as fragilidades do policiamento ostensivo. Basta um mínimo descuido para a barbárie atacar.

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