Maria Thereza Sombra: Rio em crise de cidadania

Os problemas da cidade vão desde a desordem urbana até a violência exacerbada em todas as regiões

Por O Dia

Rio - O país está em crise política, econômica e moral. E no Rio de Janeiro a história não é diferente. Os problemas da Cidade vão desde a desordem urbana até a violência exacerbada em todas as regiões, passando pela limitada gestão pública, na qual a cidadania está comprometida. Uma crise que passa pelo respeito a áreas historicamente preservadas e que hoje vivem à própria sorte.

Áreas como o Aterro do Flamengo, um dos cartões postais mais famosos do país, estão abandonadas. Assaltos na região são a qualquer hora. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), o início de 2015 obteve o pior resultado dos últimos tempos.

Vale ressaltar que boa parcela dos moradores da região, principalmente da Av. Rui Barbosa são idosos, residentes antigos que viveram num Rio muito diferente. Um Rio no qual eram respeitados, longe dos constantes furtos praticados, em sua maioria por menores de idade.

Além da violência contra o cidadão, a natureza também é alvo do vandalismo. O Morro da Viúva sofre as consequências do desmatamento do seu pedaço de Mata Atlântica, dando lugar a casas irregulares. Um “embrião de favela”, com mais de 60 moradores, que já é de conhecimento das autoridades que nada fazem.

A negligência se estende também à fiscalização de ambulantes no bairro. A Praça Canoinhas tem estacionamento irregular de táxis. A Praça Nicarágua, com os feirantes que, semanalmente, urinam na rua e invadem ilegalmente as calçadas.

O parque Carmen Miranda não é mais frequentado pelas crianças que deram lugar para os cachorros de donos mal educados e que não recolhem as fezes dos animais. Sem falar nos ambulantes que ficam entre a Casa do Estudante e o Instituto Fernandes Figueira, tornando o local residencial numa verdadeira praça de alimentação, poluindo a rua com resíduo orgânico. Um verdadeiro caos.

Não podemos esquecer que o Aterro é uma das regiões com o mais alto IPTU e, hoje, sofre com descaso da mesma forma como outras regiões da Cidade. Como cidadãos, não podemos aceitar que tanto ali quanto em qualquer outra parte do Rio, a Gestão Pública nos deixe de oferecer a proteção e atenção que nos é garantida pela Constituição.

Maria Thereza Sombra é a presidente da Associação de Condomínios do Morro da Viúva (Amov)

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