Por felipe.martins

Rio - No momento traumático pelo qual passa o Brasil, com a guerra do impeachment da presidente Dilma Rousseff acirrando ânimos por todos os lados, é inaceitável que um parlamentar ocupe a tribuna do povo para fazer loas a um período de trevas, semeando ainda mais ódio.

No festival de baixarias promovido por grande parte de suas excelências na sessão da Câmara do último domingo, o deputado extrapolou as raias do absurdo e imponderável. Feriu os sentimentos de milhões de brasileiros, sobretudo parentes das vítimas da ditadura, ao homenagear em seu voto pelo sim um vil torturador do submundo das instituições repressoras.

A repugnância do ato causou revolta nas redes sociais. A Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, quer entrar com representação contra o político no Supremo Tribunal Federal, pedindo sua cassação. Promete ir também à Corte Interamericana de Direitos Humanos. O que não pode é essa afronta à democracia e apologia à tortura servir de escárnio à sociedade brasileira e ficar impune.

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