Editorial: Obras ao invés de retoques para os Jogos

Com a queda ciclovia, parece claro que o ritmo célere das obras feitas nos últimos meses não foi acompanhado do indispensável esmero de construtoras e poder público

Por O Dia

Rio - A menos de quatro meses da Olimpíada, o Rio descobriu de forma trágica que não está pronto para sediar o evento esportivo mais importante do planeta. As duas mortes causadas pelo desabamento de parte da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, revelaram essa verdade dolorosamente a nós e ao mundo.

Nessa mesma semana, o carioca já recebera sinais de que as condições da infraestrutura urbana e até mesmo dos equipamentos desportivos estão longe do ideal. O vazamento que transformou em piscinão a Avenida Radial Oeste, nas cercanias do Maracanã, estádio que receberá a abertura dos Jogos, e a pane elétrica que deixou às escuras o complexo aquático do Parque Olímpico.

Com a queda ciclovia, parece claro que o ritmo célere das obras feitas nos últimos meses não foi acompanhado do indispensável esmero de construtoras e poder público. Além da punição aos responsáveis pelo que aconteceu ontem, é preciso checar se outras realizações olímpicas estão mesmo em ordem. O tempo para isso urge.

Últimas de Opinião