Por adriano.araujo

Rio - Dois dias após a tragédia da Ciclovia Tim Maia — uma das joias do prometido legado dos Jogos — os cariocas, perplexos e enlutados, ainda se perguntam como pode uma obra de mais de R$ 44 milhões e recém-inaugurada despencar como se fosse de papel e ceifar vidas tragicamente? Como uma estrutura colada ao costão de São Conrado não foi preparada para suportar o impacto de previsível ressaca?

O poder público assegura que haverá rigor na apuração e que os responsáveis serão punidos. E isso é uma obrigação. O mínimo a se fazer. Mas, seja qual for o resultado, o episódio já embaça a Olimpíada do Rio perante os olhos do mundo. Aos cariocas, agora, é imperioso avaliar sobre os riscos nas demais obras tocadas às pressas na cidade.

O que não pode é prevalecer o velho estilo do após a porta arrombada coloca-se a tranca. É o que se depreende com anúncio feito ontem de implantação de sistema de alerta para fechar a via em caso de fortes ondas. Se o procedimento é padrão em cidades costeiras, por que não foi colocado desde a inauguração da obra?

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