Fernando Scarpa: Tchau, querida

Para Dilma e alguns petistas, que riem à solta, a vida está resolvida

Por O Dia

Rio - Em meio ao caos que nos encontramos, alguns políticos capturados pela corrupção, com fisionomia tranquila, negam delitos, crédulos de inocência. São vítimas de calúnias, e não autores. No cenário de defesa e reprovação do impeachment, não é diferente: o manuseio livre da lei, como um pêndulo, ora condena, ora absolve. Na enxurrada de interpretações, o processo oscila entre o legal e o ilegal sem ponto final. É o delírio de crenças apaixonadas, sustentadas com um pé na realidade, outro na fantasia de quem o constrói. 

Cardozo delirando, dedo em riste tal qual um guarda de trânsito, defendeu a tese do golpe e quase convenceu que o Brasil esta às mil maravilhas e que não houve crime. Só um porém: queria ver Dilma ficar à frente da nação resolvendo todos os problemas que causou junto aos outros partidos e deixar as contas equilibradas até 2018, sem pedalar. Seria ou será um tiro no pé, se vier a acontecer! Alguém ou ela acredita nisso? Fica, querida! Duvido que queira: finge que quer, mas não quer! Melhor sair de vítima, confortável lugar.

Lula, em vídeo no YouTube, se compara à figura de Tiradentes revelando a estratégia que pretende seguir. Restará a ele e a Dilma encarnarem a figura do mártir? A partir de notas nas redes sociais, especula-se sobre o estado de saúde dele. Arrisco dizer que ensaia construir quadro clínico exagerado, buscando comoção e pena dos brasileiros, inclusive dos que o odeiam. Além do desgaste natural da luta inglória, não é homem jovem, já passou por câncer. A hospitalização como estratégia pode funcionar como saída! Aguardemos?

O ‘tchau, querida’ dirigido a Dilma serve mais para nós, que ficaremos com o prejuízo. Ela vai embora em excelentes condições; assim como Lula, sai de vítima e, ao que tudo indica, rica. Os investimentos em outros países estão lá, a comissão espera por eles, guardada pelos ‘companheiros’ das ditaduras. Talvez diamantes na África, a comissão do porto de Cuba, Venezuela, além de outros trocados espalhados pelo mundo.

“Tchau, queridos”, responde ela para nós, nesta semana decisiva, em que estamos abatidos emocionalmente, desempregados, esperando solução desse governo de transição. Para Dilma e alguns petistas, que riem à solta, a vida está resolvida. Afinal, fizeram bons investimentos com nosso dinheiro.

Fernando Scarpa é psicanalista


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