Wilson Diniz: A esquerda no Rio quebrou

A cidade é de tradição conservadora desde a época do lacerdismo. Nos últimos anos só foram eleitos prefeitos de partidos de centro-direita

Por O Dia

Rio - Os escândalos envolvendo a esquerda no país se propagam nos estados. Líderes sindicais, ao assumirem o poder, fracassam na gestão pública, pois estão comprometidos em lotear a máquina em benefício próprio, colocando em prática os métodos das oligarquias regionais.

O melhor exemplo é a presidente afastada Dilma, que nos anos 90 conseguiu falir duas lojas de produtos importados ao preço de R$ 1,99. A presidente, responsável pela gestão financeira do negócio, não conseguiu prever a valorização do dólar.

No comando da nação, centralizou as decisões complexas da política econômica, num momento de crise mundial. Não era de se esperar que sua experiência na economia de mercado pudesse tirar o país da maior recessão desde os anos 30.

O caso mais recente de incompetência na área empresarial é da deputada Jandira Feghali, do PCdoB, que quebrou seu restaurante de comida árabe — que vendia uma Coca-Cola a R$ 10 — e, como comunista, carrega no seu passivo sete ações na Justiça do Trabalho.

Pré-candidata a prefeita do Rio, traz para debate escândalos denunciados pelo presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que a acusa de ter arrecadado R$ 410 mil de financiamento de campanha de uma construtora. A deputada, depois das denúncias, sepulta sua pré-candidatura.

Jandira era a candidata preferida do Lula, em agradecimento a serviços prestados no Congresso em defesa de Dilma, que também está com os dias contados. Diante destes fenômenos aleatórios, abre-se espaço para dois candidatos de esquerda nas eleições de 2016, mas sem o poder da máquina administrativa para sustentar suas campanhas. Mas Freixo e Molon sofrem desgaste, e Crivella continua imune a acusações e tem cacife eleitoral de 33%. 

A cidade do Rio é de tradição conservadora desde a época do lacerdismo. Nos últimos anos só foram eleitos prefeitos de partidos de centro-direita. Com a crise nacional do país em liquidação política dos partidos da esquerda, que blefam com programas compensatórios de renda para sustentar suas bandeiras, não mais convencem o eleitorado do Rio. 

Wilson Diniz é economista e analista político

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