Aristóteles Drummond: Geração de empregos no Rio

Algumas das mais importantes empresas que trabalham com câmbio estão aqui, como a Petrobras e a Eletrobras

Por O Dia

Rio - O Rio precisa e pode gerar empregos de Nível Superior com apoio e criatividade. A volta das operações de câmbio do Banco Central ao Rio teria todo o sentido, pela importância dos portos, mão de obra especializada e facilidades de comunicação. E poderia vir acoplada a uma forma de manter no Brasil contas em outras moedas, ou no sentido mais amplo ou apenas por empresas importadoras e exportadoras. Temos reservas para garantir liquidez. Algumas das mais importantes empresas que trabalham com câmbio estão aqui, como a Petrobras, Eletrobras, comércio do café e petrolíferas. O Rio é sede das mais importantes assets management do Brasil.

Outra fonte de empregos poderia vir da reabertura dos bingos. Jogo, já temos, e muitos, mas todos na esfera estatal, menos o turfe, cheio de limitações e impostos abusivos. Abrir os bingos e permitir que o Jockey mantenha máquinas eletrônicas daria empregos e um novo e simplificado imposto.
Para garantir a ocupação desta enorme rede hoteleira, criada a partir da Copa de 2014 e agora da Olimpíada, a cidade deveria contar com forte apoio na geração de calendário especifico para meses de menor movimento, como agosto. No período, seria ocupada por eventos diversos na área da cultura, como um festival de cinema latino-americano, um de piano, com atrações internacionais no Municipal e na Sala Cecília Meireles, uma grande orquestra sinfônica internacional na Cidade das Artes por três dias, um ciclo de conferências de escritores na ABL. Grandes exposições nos museus de Belas Artes e de Arte Moderna.

No esporte, uma taça reunindo os campeões latino-americanos de futebol a ser realizada no Rio. E algo na área náutica, na Lagoa e na parte saudável da Baía de Guanabara. Na primeira semana de setembro, festival internacional de gastronomia, com grandes restaurantes das principais capitais, sempre com apoio da hotelaria e das aéreas para facilitar a vinda de grandes nomes e um pequeno patrocínio oficial. Seriam 14 restaurantes a cada ano, com apoio de importadores de vinhos e bebidas e indústrias de alimentação.
O desafio será ocupar esse legado, com criatividade e um mínimo de recursos, mantendo no Rio sua mão de obra altamente qualificada em tantos setores.

Aristóteles Drummond é jornalista

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