Nelson Vasconcelos: Para fugir do caos

Quer um livro que você não consegue largar? Vá de ‘A sociedade Santa Zita’, da Ruth Rendell

Por O Dia

Rio - A Olimpíada vem aí, férias também. Fugir da cidade, portanto, é ótima ideia, porque não vai ser moleza circular pelo Rio. Esta coluna sugere, desde já, algumas leituras sob medida para quem puder aproveitar o descanso num canto sossegado e, de preferência, sem internet.

Num clima bem família, temos ‘O papai é pop 2’, do Piangers. São 40 crônicas bem divertidas e sinceras sobre a arte de ser pai. O autor é famoso na internet, e seus textos mostram que o amor pela filharada tem que nortear a sua vida — caso contrário, nada feito. O primeiro ‘Papai é pop’ vendeu como água. Merece. Como não se mexe em time que está ganhando, a mulher do Piangers, Ana Cardoso, escreveu ‘A mamãe é rock’. Naturalmente, é a versão feminina do casal, que tem duas filhas fofíssimas, sempre com argumentos geniais. Aliás, aguardo ansiosamente o livro escrito e ilustrado pelas pequenas. Fica aí a ideia, se é que já não estão fazendo isso.

Para curtir bons momentos com as crianças menores, sugiro ler para elas ‘O goleiro dos Andes’, do Antonio Skármeta, o chileno que escreveu o best-seller ‘O carteiro e o poeta’. É bem bacana. ‘Os voos de Thiago’, de Philip Wachter, também é bem bacana. Qual criança, afinal, nunca quis ter o poder de sair voando?

Na falta de internet, os mais crescidinhos podem se entreter bastante com ‘Herobrine: a lenda’, da dupla Pac e Mike, que agitam o TazerCraft, o quinto canal do YouTube mais movimentado no Brasil. Ok, você não os conhece, mas a turminha sabe muito bem de quem se trata. O livro traz uma aventura não oficial do game Minecraft. Uma ótima sacada.

Quer um livro que você não consegue largar? Vá de ‘A sociedade Santa Zita’, da Ruth Rendell, mestra inglesa da literatura de suspense. Duvido dormir sem pensar na próxima vítima. É uma história engenhosa. Gosto também de ‘Flores’, do Afonso Cruz, um dos escritores portugueses mais delirantes dos últimos tempos. Inteligente, intrigante, divertido.

Agora, se a ideia é relaxar a dois, alguns lançamentos prometem esquentar os ânimos. Na linha pornô chique, esta coluna se divertiu com ‘Bitch’, de Carol Teixeira. Sexy sem ser vulgar, quase dá vontade de levar a narradora para casa. Já na linha mais popular, sem medo de dar nome às verdades da vida, Nana Pauvolih acaba de lançar ‘Redenção pelo amor’. A série ‘A garota do calendário’ vai na mesma linha. Nesses casos, talvez seja melhor deixar o livro fora do alcance de crianças alfabetizadas. Ou não.

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