Marcelo Freixo: Engodo?

Acreditamos na capacidade de todas as mulheres e todos os homens construírem uma cidade diferente

Por O Dia

Rio - O PMDB tornou o Rio uma cidade injusta e cara de se viver. Entre 2008 e 216, período em que o partido assumiu a gestão municipal, o aluguel subiu 252%. Muito mais do que no restante do Brasil, cujo aumento foi de 89%. O modelo de cidade do PMDB é a desigualdade que sacrifica os mais pobres. Quem ganha até R$ 830 por mês compromete 30% da renda com alimentação, o equivalente a R$ 249. Já quem recebe mais de R$ 10 mil, gasta 13%.

O PMDB tem um programa para o Rio: vendê-lo. Foi assim com as obras da Olimpíada, Copa do Mundo, Comperj, Arco Metropolitano, Maracanã. Só quem se deu bem foram as empreiteiras envolvidas nos escândalos da Lava Jato e seus sócios políticos.

O PMDB é um partido autoritário cheio de coronéis recauchutados. O Rio é gerido sem transparência e diálogo. As pessoas que vivem e mais conhecem a cidade não são ouvidas, são chamadas apenas para aplaudir.

Muita gente não acredita que é possível fazer política de forma diferente, não só para, mas principalmente com as pessoas, sem o velho toma lá dá cá, acordos espúrios e corrupção. Governar não é dirigir, impor, mas fazer junto. Muita gente tenta defender o indefensável: a injustiça, o sacrifício dos mais pobres, o autoritarismo, o governismo a todo custo de um modelo de cidade esgotado .

Segundo pesquisa do Rio Como Vamos, 72% dos entrevistados disseram em 2008 que não sairiam do Rio. Em 2015, esse percentual foi de apenas 28%. Não queremos que as pessoas se mudem. Queremos que elas possam mudar a cidade.

Por isso nossa aposta é outra. Acreditamos na capacidade de todas as mulheres e todos os homens construírem uma cidade diferente. É com elas que o Psol, através do movimento Se a Cidade Fosse Nossa, está pensando um programa de transformações para o Rio. Ouvindo mais do que falando. O partido já reuniu mais de cinco mil pessoas em todas as regiões da cidade para debater seus bairros, a saúde, o transporte, a educação.

As melhores cabeças não estão somente nos partidos. Elas estão por aí, nas ruas, praças, escolas, universidades, teatros. Os partidos precisam ser livres para dialogar com elas.
Isso não é engodo. É a construção de um sonho possível.

Marcelo Freixo é deputado estadual pelo Psol

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