Carlos Guerra: Semana em Memória das Vítimas de Trânsito

Se juntarmos o número de vítimas de acidentes entre 2005 a 2015, teríamos um cemitério quase do tamanho de uma cidade como Niterói

Por O Dia

Rio - De 2005 a 2015, quase meio milhão de pessoas faleceram por acidentes no Brasil, segundo dados da Seguradora Líder-DPVAT. Se juntarmos o número de vítimas desse período, teríamos um cemitério quase do tamanho de uma cidade como Niterói.

Nesta Semana Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, que começou no domingo, façamos uma breve pausa para lembrar de todos que morreram por causa de acidentes com veículos e pensar o que cada um de nós pode fazer para evitar outras tragédias.

O trânsito é perigoso por sua própria natureza. Veículos novos podem se locomover em alta velocidade, dando a impressão aos passageiros de que a rapidez está baixa por tamanha estabilidade e tecnologia. Entretanto, se uma batida contra o asfalto a 40 km/h por hora já é capaz de fazer um estrago enorme a um ser humano, nem precisamos nos esforçar para pensar o quanto somos frágeis a 130 km/h.

Mesmo sabendo que tal velocidade não é permitida no Brasil, é comum vermos carros e motos nesse ritmo. Qual é a saída para essa guerra silenciosa e apolítica que acontece todos os dias no trânsito? A saída possível é a Educação. Sempre ela, aparecendo como a base para formação de uma sociedade mais equilibrada e pacífica.

Sem a educação, nenhum avanço tecnológico será capaz de frear a violência de todos os dias no trânsito. Por isso, a partir de agora, todos estão convidados a adotar uma nova postura que garanta mais segurança e menos barbárie. Qualquer cidadão, motorista, passageiro ou pedestre, pode colaborar fazendo a sua parte.

Os motoristas conduzem especial responsabilidade. É importante entender que as leis de trânsito foram pensadas e aplicadas para proteger a vida. Respeitá-las em sua totalidade é fundamental, por isso o pedestre tem prioridade. O que está em jogo não é só a integridade de quem segura o volante, mas também de todos que estão em sua volta.

São inúmeras as ações que cada um pode fazer para evitar acidentes, mas precisa ter em mente o respeito à vida como essência. Através da educação e mudança de atitude, os brasileiros poderão mudar este cenário trágico. O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito serve para nos mostrar o quanto somos frágeis e valiosos.

Carlos Guerra é diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT

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