Eugênio Cunha: Podemos melhorar a Educação?

Resultados do Pisa mostraram que o Brasil caiu nas três áreas avaliadas: Ciências, Matemática e Leitura

Por O Dia

Rio - Mais uma vez o Brasil foi reprovado no Pisa, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. O objetivo do Pisa é produzir indicadores que promovam discussões acerca da Educação, com intuito de fomentar políticas para o Ensino Básico. 

A avaliação, aplicada em 2015 em 72 países, procurou verificar a qualidade da formação de jovens na faixa dos 15 anos. Resultados mostraram que o Brasil caiu nas três áreas avaliadas: Ciências, Matemática e Leitura.

Em 2012, ano do último exame, a pontuação dos alunos brasileiros já era considerada baixa, mas o Brasil foi o país com maior evolução em Matemática desde os anos 2000. Agora, no entanto, ficamos em 63º lugar, penúltimo lugar no ranking da América Latina, à frente apenas do Peru.

O que esses números nos trazem é a lembrança do que poderíamos ter feito e não fizemos; a sensação de mais um longo tempo perdido sem investimentos, sem reformas, sem ousadia; o incômodo sentimento de que estamos perdendo a luta contra o fracasso escolar.

É possível vislumbrar professores desmotivados, alunos desinteressados, famílias desalentadas. Acho, no entanto, que ainda temos alternativas que, obviamente, dependem das ações daqueles que fazem a gestão pública da Educação.

Primeiramente, é necessário aproximar os conteúdos curriculares da realidade da vida, por meio de aulas que sejam conectadas com a contemporaneidade. Segundo, não se pode educar nos dias atuais sem o suporte das novas tecnologias digitais, não só com o uso de tablets, smartphones e outros meios, mas fazendo, ainda, um mergulho na cultura que se instalou nas relações com o conhecimento, que traz novas alternativas de aprendizagem.

Ensinar de maneira colaborativa, com a participação do aluno e da família, estabelecendo uma relação dialógica com diversos atores da escola. Por fim, sem querer ser repetitivo, é preciso valorizar o professor com uma política que contemple melhores salários e formação continuada.

Além disso, como docentes, devemos estar sempre avaliando e reavaliando a nossa prática e direcionando nossos esforços em nome do sucesso escolar dos nossos alunos.

Eugênio Cunha é professor e jornalista

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