Por thiago.antunes
Rio - Passado um mês da posse, a maior parte da população de Queimados continua se sentindo órfã de justiça. Como amplamente divulgado pela mídia, várias irregularidades ocorreram nas seções eleitorais e nos arredores, inclusive com a prisão em flagrante de uma quadrilha fraudando a votação.
Entre os presos, um agente do Tribunal Regional Eleitoral e, em consequência, a decretação da prisão de um vereador reeleito. Em depoimento, os detidos afirmaram que foram contratados pelo funcionário do TRE e que receberiam R$ 250 por voto falsificado.
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A população, que sentiu-se usurpada em seu direito de escolha, organizou protestos, foi ao Fórum em busca de respostas e cobrou uma posição da Justiça. Esperávamos que houvesse investigação criteriosa, manifestação da Justiça Eleitoral e, principalmente, a identificação dos financiadores das fraudes.
Em um momento tão contundente para as instituições dos distintos poderes, acreditamos numa resposta civilizatória e educativa para aqueles que não respeitam as leis e o processo democrático.
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Mas, para desalento dos queimadenses, não houve avanços. A Justiça Eleitoral permanece em silêncio, não há informação sobre a investigação e até o vereador, que fugira após a decretação da prisão, recebeu habeas corpus. Nem o agente do TRE, que certamente não tem dinheiro sobrando para pagar R$ 250 por voto ilegítimo, permanece preso.
Quando o TRE e as demais autoridades darão uma resposta? Não é possível que aqueles que compõem a Justiça Eleitoral acreditem na lisura do processo num município onde um de seus membros fora preso em flagrante fraudando votos. Por que as investigações não avançam? A quem interessa o silêncio da Justiça?
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Os moradores de Queimados devem continuar sentindo-se órfãos de Justiça? Porque impedidos de exercer o seu direito de escolha já foram.
Zaqueu Teixeira é deputado estadual pelo PDT