Por thiago.antunes

Rio - Você tem um filho autista? Um parente? Perguntas recorrentes quando se abraça a causa do Transtorno do Espectro Autista, e a resposta é sempre a mesma: empatia! Desde que fui procurada pelo grupo de pais que pertencem à Fundação Mundo Azul, após uma agenda que tiveram com o então senador Marcelo Crivella.

Ele já conhecia o meu projeto, Lei da Cartilha, que determina ao poder público a produção de informativo que explique as características do transtorno, que mais tarde virou lei, e nos colocou em contato. Recebi as famílias, conheci suas lutas diárias e a vibração por pequenas conquistas. Impossível a partir disso não me sensibilizar e me sentir parte integrante desta grande família também.

As dificuldades e a falta de políticas públicas me saltaram aos olhos, e comecei a pensar o tema e propor projetos que se tornaram leis, como a inclusão do 2 de abril como Dia Municipal de Conscientização do Autismo, assim como na data mundial. É uma forma de manter, anualmente, o assunto em discussão.

Outras duas leis que contribuíram foram as que instituíram na Saúde o dever de realizar o diagnóstico precoce e o tratamento dos portadores do transtorno e também diretrizes na Educação. No fim de 2016 foi sancionada a Lei do Lacinho, que garante atendimento prioritário, com inserção do símbolo mundial do autismo nas placas informativas, o laço colorido, que representa o mistério e a complexidade do autismo.

A participação dos pais é fundamental na fiscalização, cobrando e denunciando estabelecimentos que não cumprirem a lei. Tivemos muitos avanços.

A causa foi abraçada por diversos setores, como a imprensa; foi retratado em novela, filmes; houve engajamento de diversas personalidades, mas os pais ainda sinalizam necessidade de verbalizar a síndrome quando seus filhos estão em locais públicos e são vítimas de preconceito pela falta de informação da sociedade. O autista é parte deste mundo, não um mundo à parte, possuem sentimentos, como todos nós.

Nesta semana, o Cristo e prédios públicos ficarão iluminados com a cor azul pela conscientização. O conhecimento é poder. Utilize parte do seu tempo para educar alguém sobre o autismo. Não necessitamos de defensores. Necessitamos de educadores”. Pintem seus corações de azul!

Tânia Bastos é vereadora pelo PRB

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