Roberto Muylaert: A Terceira Guerra Mundial

Os chineses não vão gostar nada dessa violência contra uma nação asiática.

Por O Dia

Rio - Em futuro remoto, os historiadores vão achar muito engraçada a forma como começou a Terceira Guerra Mundial (WW3), a partir de umas picuinhas entre o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O primeiro é o Chucky, o brinquedo assassino de feições apavorantes, que à noite ataca tudo que estiver ao seu alcance. A encenação do Chucky, ou Kim Jong-un, é sempre muito divertida, quando conta alguma piada aos generais ao seu redor, e eles acham uma graça incrível. Não que as piadas sejam boas: quem não achar graça será fuzilado.

Do outro lado, um presidente chamado Donald Trump, também conhecido como Ronald McDonald, legítimo representante do consumismo americano, pronto para enfrentar o diabólico Chucky coreano, com as armas de que dispõe, como o porta-aviões de 101 mil toneladas, 332 metros de comprimento, população de 5,6 mil homens e mulheres, enviado para a Península Coreana, representando uma ameaça terrível para o país do Chucky de olho puxado.

O Carl Vinson reúne 90 aeronaves, caças tipo F/A-28 Super Hornet, helicópteros e aviões de vigilância — além dos navios companheiros de viagem, dois cruzadores, três destróieres e duas fragatas, e os mísseis de precisão, usados na Síria por Trump, sem saber como nem para quê.

Curioso essa Terceira Guerra Mundial começar com dois palhaços como comandantes em chefe dos EUA e da Coreia do Norte, quando há 71 a briga era de cachorro grande: Stalin, Hitler, Churchill, Roosevelt.

O fato é que tudo que Kim deseja é atingir o território americano com um foguete de ogiva nuclear. Seus testes semanais são todos nesse sentido, aumentando sempre o alcance.
Mas agora os americanos trouxeram o Carl Vinson para dentro do raio de ação dos mísseis de médio alcance do norte-coreano. Talvez o ditador não queira perder essa oportunidade de derreter o flutuante gigante de aço com um desses foguetes de cabeça nuclear. A retaliação americana e sul-coreana é difícil de imaginar, ao varrer do mapa aquela nação e seu povo.

Os chineses não vão gostar nada dessa violência contra uma nação asiática, comunista e fronteiriça. Especialmente se, no fragor da luta, uma cidade da fronteira da China for atingida.

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