Por luana.benedito

Rio - Servidores municipais do Rio agora possuem o direito a 20 dias de licença-paternidade. A iniciativa foi proposta pelo nosso mandato e aprovada pela Câmara Municipal em 23 de maio. O projeto inicial previa um período de 30 dias, mas a bancada do governo Crivella no Parlamento conseguiu aprovar emenda com a redução.

Iniciativa semelhante já foi aprovada para servidores estaduais e do Município de Niterói (todas por iniciativa de parlamentares do Psol). As mudanças que beneficiam trabalhadores da CLT precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

Não se deve entender a ampliação da licença-paternidade como um período de descanso para o pai. A criação dos filhos deve ser responsabilidade tanto do homem quanto da mulher e, nos primeiros dias de vida do bebê, essa parceria torna-se ainda mais importante. Uma divisão mais igualitária das tarefas de cuidado é fundamental para incentivar uma nova visão do papel do homem na família.

O fato de a alimentação de um recém-nascido ser, na maioria dos casos, função exclusiva da mãe não elimina o trabalho do pai. Não é raro que nestes primeiros dias a mãe ainda se encontre debilitada por conta do parto (principalmente nos casos de cesárea), precisando de ajuda até para tarefas simples, como levantar da cama.

Com a ampliação desta licença, também buscamos a construção de um melhor vínculo afetivo do pai com o novo filho. A parceria pai e mãe nos primeiros banhos ou trocas de fralda pode parecer algo banal, mas carrega um forte apelo sentimental, além de facilitar na adaptação da rotina do casal com a chegada de um novo integrante da família.

Cabe destacar aqui que a proposta ainda é tímida quando comparada com outros países. A Noruega oferece 112 dias, a Eslovênia, 90, e a Suécia, 70. O número de países que concedem a licença-paternidade aumentou de 41 para 79, entre 1994 e 2013, de acordo dados da OIT de 2014. Em 90% deles, a licença é remunerada.

A maior participação do pai na educação dos filhos segue como desafio para as próximas gerações e não deve se limitar apenas aos primeiros dias de vida da criança. O ideal é que seja, para ambos, um projeto de vida de longo prazo.

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