Pacto de Caxias  cada um julga como lhe convém

O Rio está dominado por grupos de marginais que agem paralelamente ao estado. Isso é 'guerra'!

Por O Dia

Rio - A referência ao "Pacto de Caxias" feita pelo articulista João Batista Damasceno não tem qualquer relação com o Duque de Caxias. Foi um equívoco de conhecimento ou uso de má-fé para denegrir o nome do Pacificador e a imagem do Exército.

O ex-senador Sérgio Machado, numa gravação covarde, na estratégia para barrar a Operação Lava Jato, ao falar em "Pacto de Caxias" em conversa com o senador Renan Calheiros, estava se referindo a alternativas legislativas visando a "anistia ou clemência" aos políticos investigados, como nos fatos ocorridos no famoso caso de Tenório Cavalcanti.

O "Homem da Capa Preta" foi político com base em Duque de Caxias. Mandou matar um delegado convocado por Getúlio para estancar os crimes políticos na região. A Câmara dos Deputados jamais permitiu que ele fosse a julgamento, no mais vergonhoso 'pacto' perpetrado pelo corporativismo parlamentar. Esse foi o 'Pacto de Caxias' que ficou registrado na história.

O Duque de Caxias chamou para si estratégias visando a fidelidade ao governo imperial, manter a unidade nacional e respeitar a dignidade dos seus soldados e adversários. Constam do seu currículo a competência gerencial, a bravura, o espírito pacificador e a liderança dentro e fora das lides militares. Deixou o legado do 'exemplo' como fonte de inspiração.

O que se passa no Rio de Janeiro não é problema de polícia. É de política, de justiça e de falta de vergonha. O povo está sendo exterminado. O Rio está dominado por grupos de marginais que agem paralelamente ao estado. Isso é 'guerra'!

A imprensa só serve quando não aponta os meus erros e só é eficiente quando destrói os meus adversários? Foi um erro dos governantes permitirem a liberdade da imprensa? Investiram nela para 'vender' a política mentirosa e enganadora?

Nada mais emblemático que, na Semana do Soldado, reverenciarmos o Duque de Caxias, estadista, soldado e cidadão, que faz manter vivas as tradições militares e o culto cívico aos nossos heróis. Mormente nesses tempos em que o Exército cumpre papel determinante na garantia da ordem e no cumprimento da lei.

O Exército Brasileiro continuará sendo grato aos brasileiros pela confiança que têm depositado na Instituição; isso aumenta mais a responsabilidade com o Brasil e com a nossa gente. 


*Artigo de Francisco Vanderlei Teixeira de Oliveira e Carlos Alberto de Lima, coronéis da Reserva do Exército Brasileiro

 

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