Paulo Márcio Dias Mello: Um ano depois: desafios do legado olímpico

Tanto na Barra quanto em Deodoro, o legado já vem sendo executado por meio dos treinamentos e competições de várias modalidades

Por O Dia

Rio - Em agosto de 2016, há pouco mais de um ano, o Rio de Janeiro sediou os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Tudo isso trouxe diversos benefícios para os brasileiros. E enfrentamos muitos desafios e superações, desde a parte estrutural, melhorias nos transportes e construção de instalações olímpicas até locais para treinamento dos atletas.

A fim de que tudo fosse viável, os governos municipal, estadual e federal se uniram para dar origem às instalações, entre as quais, o Parque Olímpico da Barra, formado pelas Arenas 1, 2 e 3, o Velódromo, Arena do Futuro, Estádio Aquático, Centro Olímpico de Tênis, Parque Aquático Maria Lenk e Jeunesse Arena.

Um novo desafio, então, se delineou com o fim dos Jogos: a execução do legado. E parte desses equipamentos está sob responsabilidade da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), autarquia criada para gerenciar o Velódromo, Centro Olímpico de Tênis, e as Arenas 1 e 2. A Aglo também passa a responder por alguns equipamentos numa área do Exército, em Deodoro.

Tanto na Barra da Tijuca quanto em Deodoro, o legado já vem sendo executado por meio dos treinamentos, competições de várias modalidades e uso do espaço para realização de eventos culturais, esportivos e projetos sociais.

Eventos de entretenimento também foram realizados no Parque Olímpico, como o Rock in Rio. Concomitante a ele, o Game XP, voltado para a cultura pop e geek, ocorreu nas Arenas Carioca 1 e 2.

Em menos de seis meses já organizamos grandes eventos, como a etapa brasileira do Circuito Mundial de Vôlei de Praia e os projetos sociais 'Brincando com Esporte' e o 'Esporte e Cidadania para Todos'. Tais ações atendem 1.500 crianças carentes de comunidades do entorno com modalidades esportivas.

Em maio, o velódromo recebeu o 1º Rio Bike Fest, onde 120 ciclistas fizeram passeio ciclístico para cerca de três mil pessoas. No local também foi sediado o Campeonato Estadual de Pista 2017.

A Aglo ainda reabriu o velódromo para treinamentos semanais de atletas de pista e eventos esportivos. A Federação de Ciclismo do estado também dispõe de bicicletas para que a população tenha uma experiência supervisionada com o ciclismo de velocidade.

O Centro Olímpico de Tênis também recebeu competições, como o 'Gigantes da Praia', que reuniu os quatro atletas do vôlei de praia medalhistas nos Jogos.

Outros legados estão sendo implementados no Parque, como o Museu Nacional do Esporte; e a 'visita guiada', projeto da Aglo que permite à população conhecer os equipamentos olímpicos e paralímpicos. Tais ações integram um Plano de Legado que visa a tornar o Brasil conhecido por adequar de maneira rápida as instalações olímpicas.

?Paulo Márcio Dias Mello é presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico

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