Fernando Scarpa: Sociopatia não tem cura

Deveriam confinar nossos Porfírios, o político corrupto do conto, no manicômio, não na cadeia: sociopatia não tem cura, deixá-los soltos só produz mais prejuízo

Por O Dia

Rio - A onda de prisões consecutivas lembra 'O Alienista', conto de Machado de Assis. Um psiquiatra chega a Itaguaí, abre um manicômio e passa a enxergar loucura e desvio de caráter nas pessoas, internando os moradores, causando pânico na cidade. A intervenção era psiquiátrica, aqui é via Judiciário. Deveriam confinar nossos Porfírios, o político corrupto do conto, no manicômio, não na cadeia: sociopatia não tem cura, deixá-los soltos só produz mais prejuízo.

O STF, encarnando Simão Bacamarte, o psiquiatra do conto, ensaiou como medida terapêutica a contenção e o recolhimento noturno do neto de Tancredo, decisão singular.

O transgressor Temer compra voto fiado, quer pagar ano que vem com nosso dinheiro. Pagar, só com garantia. Golpe é com ele, já deu e levou alguns, malas se perderam, o caixa está baixo.

Renan e Jucá deliraram no plenário, atuação para Oscar. Queriam desafiar Gilmar, riscar o fósforo, ver se tinha gasolina no tanque do STF! Tem, são muitos processos, a explosão jogaria eles dentro da Papuda, nosso manicômio, a Casa Verde do Bacamarte. Foi bom não arriscar escutar a gritaria de Geddel, Funaro e Saud.

Jader Barbalho não aceita o poder do Supremo, tem medo de que vire jurisprudência, queria votação. Aécio não importa, é gritaria em causa própria, o Supremo tem eles nas mãos.

Em coro, Renan faz falso discurso honesto, propôs entregar a chave da casa ao STF. Cristovam Buarque temeroso, usou bom senso, e Coroné Eunício chutou para gol, adiando a votação em nome da maioria tinha acertado com tia Carmem? A chave ficou na casa, e o busto de Ruy Barbosa não precisou ser retirado da parede, como queria Jucá.

Quem finalizou o show foi Nuzman. Altivo, saiu do Jardim Pernambuco enfatiotado rumo à Polícia Federal. Estava preso. Triste ver; meliante elegante, vaidoso, quer adentrar a cadeia de terno e gravata com 16 quilos de ouro na Suíça. Um nada diante da cueca do irmão do Genoino. É o primeiro a transformar a corrupção em ouro, nosso midas das Olimpíadas.

A fronteira entre o normal e o anormal se exibe aqui e no conto: escancara os distúrbios psicológicos e as falhas de caráter e demanda contenção exposta aqui nessa crítica social e psicológica rasteira.

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