Fernando Lobo: mais perdas no emprego

Repito o que eu tenho falado ao longo do ano. Não adianta culpar a crise

Por O Dia

Rio - Os números de outubro do Caged/MTE saíram na terça, e o Estado do Rio, por total falta de políticas públicas de geração de emprego, continua perdendo postos de trabalho. Dos 27 estados da Federação, cinco tiveram retração: além do Rio de Janeiro, Goiás, Acre, Amapá e Bahia.

No nosso estado, o comércio foi o único setor da economia que teve saldo positivo. Foram criados 2.097 novos empregos, com destaque para o subsetor do comércio varejista, que gerou 1.837 novos postos. Boa parte dessas vagas são o que chamamos de 'extra-Natal'.

O setor da Serviços teve o pior desempenho, com balanço de 2.013 demitidos, sendo que o subsetor de atividade econômica que abrange os trabalhadores de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação foi o mais afetado, terminando com um saldo negativo, entre admitidos e desligados, de 2.126 trabalhadores. Em seguida o setor da agropecuária mandou embora 1.754 trabalhadores, e a construção civil perdeu um saldo de 1.059 empregos formais.

Repito o que eu tenho falado ao longo do ano. Não adianta culpar a crise. O Estado de Alagoas teve uma expansão de 4,93%, gerando saldo de 16.393 empregos, impulsionada pela indústria de transformação (mais 13.871 postos). Em seguida veio São Paulo, que teve crescimento de 0,09%, com balanço de 11.349 empregos, motivado principalmente pela expansão do comércio (9.181 postos) e Pernambuco, que expandiu 0,7%, com mais 8.718 empregos celetistas, devido principalmente ao setor da indústria de transformação (3.665 postos).

No ranking do MTE de evolução do emprego formal em municípios com mais de 30 mil habitantes, Teresópolis ficou em primeiro lugar, com 374 novos postos, seguido de Resende, com 315.

O destaque negativo ficou com o Rio de Janeiro, que perdeu 2.086, seguido de Campos dos Goytacazes, que perdeu 2.065; São Gonçalo, 663, e Niterói, 429. O ano está acabando e o governo do estado precisa agir rápido. O Pezão hoje é um ex-governador em exercício.

Fernando Lobo é analista de recrutamento e seleção

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