Marx Beltrão: combate ao turismo pirata

Por esse motivo, o Ministério do Turismo vem trabalhando intensamente nos últimos anos para modernizar o Cadastur

Por O Dia

Rio - Hoje, às 14h27, tem início a estação mais esperada do ano: o verão. A combinação  de altas temperaturas, festas de fim de ano e férias escolares são um convite para embarcar em uma viagem de lazer. Não é à toa que o período corresponde também à alta temporada, concentrando 37,9% das viagens realizadas ao longo do ano. E o que não faltam no Brasil são opções de destinos para os mais variados perfis.

Mas são necessários alguns cuidados para evitar que um momento de relaxamento e diversão com amigos e família dê lugar a dor de cabeça e arrependimento. Imagine planejar uma viagem e, na hora H, ter o voo cancelado, o pacote de viagem não estar vigente ou o hotel não existir? Sim, infelizmente situações como esta ainda acontecem, e por isso é importante que o turista se certifique sobre a legalidade das empresas ou profissionais que lhe oferecem serviços.

Por esse motivo, o Ministério do Turismo vem trabalhando intensamente nos últimos anos para modernizar o Cadastur. A ferramenta criada para reunir os prestadores de serviços turísticos é fundamental para que o viajante confirme se aquele hotel, guia de turismo ou agência de viagem seguem a Lei Geral do Turismo.

Atualmente, a lei determina que todo meio de hospedagem, transportadora turística, parque temático, acampamento, guia, organizador de evento e agência de turismo são obrigados a ter o cadastro. Mas, apesar de sua importância para toda a indústria do turismo, o Cadastur ainda estava atrelado a um sistema de cadastro que não conversava com a forma moderna de se fazer turismo, onde compra de passagens, reserva de hotéis e check-ins estão a um clique dos turistas.

Pensando nisso, o Ministério do Turismo desenvolveu o Cadastur 3.0, que começará a ser utilizado já em janeiro de 2018. O novo sistema possibilitará que todo o processo de cadastro seja realizado eletronicamente, tornando o trâmite mais rápido e moderno. Quem for flagrado com cadastro fora de validade será considerado ilegal e pode ser autuado pelos órgãos de controle. E, caso não regularize sua situação, ainda pode ser penalizado com uma multa que pode variar de R$ 1.186 a R$ 854 mil.

Todas essas ações combinadas têm como objetivo primordial garantir a formalização do turismo no país. Em pouco mais de um ano à frente do Ministério do Turismo, pude comprovar o enorme potencial do setor para contribuir com o desenvolvimento regional e, consequentemente, gerar emprego e renda para o país. Hoje, o Turismo é responsável por sete milhões de empregos e pela geração de R$ 6 bilhões em receita. Mas queremos muito mais, e isso só é possível tirando negócios e trabalhadores da informalidade e da insegurança jurídica que ainda castigam o nosso setor.

O trabalho é árduo, mas, com o apoio do próprio setor, que entende a importância dessas medidas, acredito que alcançaremos o nosso objetivo, que é colocar definitivamente o turismo como um dos importantes pilares da economia brasileira.

 

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