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<title>O Dia</title>
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<description><![CDATA[Por Raul Velloso]]></description><language>pt-br</language>
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                        <pubDate>Sat, 4 Jul 2026 00:00:00 -0300</pubDate>
						<category><![CDATA[Raul Velloso]]></category>
						<title><![CDATA[Raul Velloso: Para combater a piora fiscal]]></title>
						<author>redacao@odia.com.br (Raul Velloso)</author>
						<link>https://odia.ig.com.br/opiniao/2026/07/7273050-raul-velloso-para-combater-a-piora-fiscal.html</link>
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                        <content:encoded><![CDATA[<div class="texto">As necessidades de financiamento do setor p&uacute;blico consolidado &mdash; ou do d&eacute;ficit p&uacute;blico nominal total de nosso Pa&iacute;s, considerando o fluxo acumulado em 12 meses &mdash; v&ecirc;m apresentando piora significativa desde 2015. Em que pesem algumas flutua&ccedil;&otilde;es, o Pa&iacute;s ainda se encontra distante da maior estabilidade fiscal a que parecia tender no come&ccedil;o dos anos 2000.</div><div class="texto">Para quantificar de forma mais concreta a magnitude do desequil&iacute;brio fiscal brasileiro, registre-se que as necessidades de financiamento do setor p&uacute;blico consolidado se elevaram de um patamar de R$ 460 bilh&otilde;es, no ano de 2022, para cerca de R$ 1,06 trilh&atilde;o em 2025.</div><div class="texto">No per&iacute;odo de 2023 a 2025, o d&eacute;ficit nominal acumulado do setor p&uacute;blico chegou a R$ 3,028 trilh&otilde;es.</div><div class="texto"><strong>A piora se espalhou entre os entes federativos e as empresas estatais:</strong></div><div class="texto"><strong>a) Governo Federal e Banco Central:</strong> o d&eacute;ficit nominal se elevou de R$ 448 bilh&otilde;es (2022) para R$ 951 bilh&otilde;es (2025);</div><div class="texto"><strong>b) Estados:</strong> o d&eacute;ficit subiu de R$ 35 bilh&otilde;es (2022) para R$ 95 bilh&otilde;es (2025);</div><div class="texto"><strong>c) Munic&iacute;pios:</strong> passaram de um super&aacute;vit de R$ 21,5 bilh&otilde;es para um d&eacute;ficit nominal de R$ 6,1 bilh&otilde;es em 2025;</div><div class="texto">d) Estatais: tamb&eacute;m apresentaram deteriora&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo, saindo de um super&aacute;vit de R$ 1,5 bilh&atilde;o em 2022 para um d&eacute;ficit nominal de R$ 10,8 bilh&otilde;es em 2025.</div><div class="texto">Todos esses dados deixam clara uma piora disseminada e muito relevante da situa&ccedil;&atilde;o fiscal do Pa&iacute;s, com um crescimento expressivo do d&eacute;ficit nominal do Governo Federal, dos governos estaduais e municipais, bem como das empresas estatais.</div><div class="texto">A an&aacute;lise das necessidades de financiamento do setor p&uacute;blico por meio dos fluxos acumulados em 12 meses em propor&ccedil;&atilde;o do PIB, como esperado, tamb&eacute;m aponta para um processo de deteriora&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o fiscal a partir de 2015, com repique durante a pandemia, por raz&otilde;es &oacute;bvias, e incremento relevante dos desequil&iacute;brios nos &uacute;ltimos anos.</div><div class="texto">Certamente essa piora recente est&aacute; ligada &agrave; combina&ccedil;&atilde;o da aus&ecirc;ncia de super&aacute;vits prim&aacute;rios com elevadas taxas de juros reais. A combina&ccedil;&atilde;o de d&eacute;ficits prim&aacute;rios recorrentes e seus impactos nas taxas de juros elevadas explica essa din&acirc;mica.</div><div class="texto">Mais uma vez, cabe enfatizar a import&acirc;ncia de voltar a ter super&aacute;vits prim&aacute;rios elevados como forma de propiciar a redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida p&uacute;blica e, consequentemente, do pr&oacute;prio patamar das taxas de juros reais.</div><div class="texto"><strong>Raul Velloso &eacute; consultor econ&ocirc;mico</strong></div>]]></content:encoded>
                    
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