Por monica.lima

Por Iolanda Nascimento

A estratégias das empresas para driblar as dificuldades que o mercado de previdência vem enfrentando desde 2013 estão dando resultados e, para algumas, os avanços tem sido bastantes superiores aos próprio setor. Líder com 31,34%, ou cerca de R$ 130 bilhões, do total da carteira de investimento, a Bradesco estima crescimento entre 10 e 12% nas receitas este ano e de ao menos 10%, em 2015, mesmo percentual que espera de alta para o mercado como um todo. “São percentuais importantes, se considerarmos os atuais aspectos macroeconômicos e como os produtos de investimento de longo prazo são afetados por eles”, afirma o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio de Oliveira.

Já na Brasilprev Seguros e Previdência, segunda no ranking, com uma fatia de 24,47% da carteira de investimento, tem expectativas ainda mais otimistas. “Sempre crescemos acima do mercado e neste ano não está sendo diferente. Estamos dentro do guidance de 33% de aumento na arrecadação previsto para 2014”, diz Miguel Cícero Terra Lima, presidente da instituição. No primeiro semestre deste ano, a Brasilprev obteve lucro 27,1% superior em relação ao mesmo período de 2013, alcançando R$ 339,9 milhões, enquanto os ativos sob gestão cresceram 29,5%, totalizando R$ 98,1 bilhões, e a arrecadação subiu 21%, somando R$ 14,5 bilhões.

Andrea Levy, assessor da presidência e especialista em longevidade da Mongeral Aegon, diz que em 2013 a companhia registrou aumento de 22% nas vendas, que totalizaram R$ 625 milhões, e espera alta em torno de 20% este ano, o mesmo percentual previsto para 2015. “No primeiro semestre já crescemos 19%, faturando R$ 360 milhões”, diz o executivo.

O grupo Icatu Seguros alcançou captação líquida de R$ 420,1 milhões no primeiro semestre do ano, em linha com a meta de crescimento de 20% até o final do ano. 

Planos individuais no topo

Segundo dados da FenaPrevi, os planos individuais de previdência complementar aberta foram os que mais receberam aportes dos poupadores em agosto. Os investidores fizeram R$ 5,5 bilhões em novas aplicações, volume 43,47% superior ao valor registrado no mesmo mês do ano anterior. Os recursos alocados nos planos para menores também avançaram. Foram R$ 149,1 milhões, alta de 10,92% frente aos R$ 134,4 milhões registrados em agosto do ano passado. Os planos empresariais também registram crescimento de aportes. A modalidade recebeu R$ 580,9 milhões em novos depósitos, volume 30,01% superior aos R$ 446,8 milhões do mesmo mês em 2013. Os investidores de planos individuais fizeram R$ 43 bilhões em novas aplicações, registrando uma leve alta de 3,62% na comparação com os R$ 41,5 bilhões entre janeiro e agosto de 2013.

O economista Carlos Honorato, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), aconselha muita atenção ao investidor na escolha do plano e do regime, além de bastante pesquisa. “Muitos entram nesse mercado sem conhecê-lo direito e podem perder dinheiro. É preciso, antes, ter 100% de certeza de que não irá precisar dos recursos antes do prazo, conhecer bem a seguradora e verificar se as taxas não vão engolir os rendimentos, e ver qual a melhor opção de plano que se encaixa dentro do perfil de renda e planejamento futuro”, explica, observando que vale também não olhar para o mercado com preconceito porque ele oferece reais vantagens tributárias, em relação a outros investimentos, desde que se tenha os pés no chão.

Os dados da FenaPrevi mostram, ainda, que o sistema possuía, em agosto, 104.122 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias complementares, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez) da previdência complementar aberta.

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