Por paulo.gomes
Rio - O governador Luiz Fernando Pezão afirmou nesta segunda-feira que o estado pode economizar cerca de R$ 500 milhões por ano com as extinções de autarquias e fundações. A afirmação ocorreu no Palácio Guanabara durante a assinatura do contrato da construção de um terminal portuário no município de São João da Barra e depende apenas da aprovação do projeto que será discutido na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O ministro-chefe da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, participou da cerimônia.

"Nós mandamos um pacote para a Assembleia de fundações e autarquias. A Assembleia vai avaliar, começando agora essa discussão. A gente quer fazer um enxugamento, quer fazer uma racionalização. Não vamos acabar com os serviços, vai ser encorporado dentro de cada secretaria. Essa economia pode chegar a R$ 500 milhões", afirma.

O governador Pezão e o ministro-chefe da Secretaria dos Portos%2C Helder Barbalho%2C assinaram um contrato para a construção de um terminal portuário em São João da BarraDivulgação / Governo do Estado

De acordo com Pezão, há a expectativa de que o governo federal anuncie medidas de apoio aos Estados. O governador, que esteve com a presidente Dilma Rousseff na semana passada, disse que ela está "sensibilizada" com a situação.

"Ela (Dilma) vai tomar uma série de medidas, deve convocar uma reunião de governadores talvez para essa semana, onde vão ser anunciadas medidas de apoio aos Estados", afirma.
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"Não é só um problema do Rio. Ela ficou de ver como pode nos ajudar. O ministro Nelson (Barbosa, da Fazenda) está com uma série de ideias de conversar com os Estados e as prefeituras, ele hoje já tem um diagnóstico do que está acontecendo com as finanças. Então eu acredito que venham medidas de ajuda aos Estados e municípios", acrescentou.
O governador do Rio afirmou que, diante de eventuais medidas, também haverá o "compromisso" de Estados e municípios em melhorar suas finanças de maneira estrutural. "Acho que vem aí um novo pacto, e o ministro Nelson está coordenando isso."
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Pezão também modificou o sistema de gratificações por cumprimento de metas nas áreas de educação e segurança. Para 2016, as metas serão mais duras, e os valores das bonificações, menores. O pagamento relativo em 2015, ainda não realizado, será feito de forma parcelada, segundo o governador. "Estamos colocando a realidade nesse momento. O Estado perdeu quase 26% de sua arrecadação", disse.
Com informações do Estadão Conteúdo