Justiça mantém prisão de policiais acusados de desviar dinheiro da Saúde

Segundo decisão, agentes se aproveitaram da 'influência dos cargos ocupados para cometer os crimes'

Por O Dia

Rio - A Justiça do Rio manteve a prisão dos policiais militares acusados de envolvimento no desvio de verba do Fundo de Saúde da Polícia Militar. A decisão foi divulgada nesta terça-feira pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar. Segundo a magistrada, eles se aproveitaram da "influência dos cargos ocupados para cometer os crimes". A próxima audiência do caso está marcada para o dia 8 de março.

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Os agentes foram presos preventivamente no dia 18 de dezembro acusados de integrarem uma quadrilha que desviou mais de R$ 16 milhões do fundo de Saúde. De acordo com a denúncia, contratos eram feitos com documentos falsos, sem licitações, entre outras irregularidades. Os policiais envolvidos recebiam de 5% a 10% de propina em cima dos valores do contrato. No total, 25 pessoas foram denunciadas.

Os réus que permanecem na cadeia são o ex-chefe do Estado-Maior Administrativo, Ricardo Coutinho Pacheco; o ex-diretor de Finanças, Kleber dos Santos Martins; Sergio Ferreira de Oliveira e Delvo Nicodemos Noronha Junior. Os PMs Décio Almeida da Silva e Helson Sebastião Barboza dos Prazeres já foram soltos, mas tiveram a perda da função pública decretada pela Justiça.

Na decisão, a juíza destacou que "os fatos indicam a periculosidade dos acusados e o risco à ordem pública", o que pode ter gerado "insegurança à sociedade e a própria Polícia Militar". "Tendo em vista ainda que supostamente utilizaram-se de seus postos e da influência de seus cargos para cometerem crimes, sendo necessário preservar a sociedade quanto a este tipo de conduta, a qual envolve, em tese, oficiais do alto escalão da PMERJ", completou.

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