Defesa pede substituição de prisão de PMs acusados de morte na Providência

Primeira audiência sobre o caso foi realizada nesta quarta-feira e sete testemunhas prestaram depoimento

Por O Dia

Rio - A Justiça do Rio realizou, nesta quarta-feira, a primeira audiência de instrução e julgamento sobre o caso dos cinco policiais militares acusados de homicídio qualificado e fraude processual contra Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, no Morro da Providência, em setembro do ano passado. Por meio das redes sociais, os moradores divulgaram um vídeo que mostrava a alteração da cena do crime.

Durante a sessão, a defesa pediu a substituição da prisão preventiva dos réus, com aplicação de medida alternativa, alegando que as provas colhidas nos autos indicam que não houve homicídio, dando legitimidade à hipótese de morte decorrente de intervenção policial.

Ao todo, sete testemunhas prestaram depoimento, sendo quatro de acusação — os policiais civis da Divisão de Homicídios e um policial militar lotado na UPP Providência —, e outros três de defesa — comandante da UPP, um perito criminal e um PM. A audiência foi presidida pela juíza Ariela de Almeida Serra.

Caso os acusados sejam soltos, eles deverão ter o porte de arma suspenso e realizar serviços internos na PM, devidamente supervisionados. Os réus são Eder Ricardo de Siqueira, Paulo Roberto da Silva, Pedro Victor da Silva Pena, Riquelmo de Paula Geraldo e Gabriel Julião Florido.

Todos os PMs afirmaram que confrontos são comuns no Morro da Providência por causa da presença do tráfico de drogas. Eles também disseram conhecer a vítima como traficante local. Eduardo já teria sido apreendido meses antes pelo mesmo crime.

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