Após defender 'cura gay', pastor deverá pagar indenização de R$ 1 milhão

Em ação, Defensoria Pública pede ainda que Ezequiel Teixeira publique texto esclarecendo direitos da população LGBT

Por O Dia

Após afirmar que acredita na 'cura gay', secretário foi exonerado do cargoReprodução

Rio - A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro cobrou, nesta sexta-feira, uma ação de reparação de danos morais coletivos contra o ex-secretário estadual de Direitos Humanos, o pastor Ezequiel Teixeira.

A instituição quer o pagamento de indenização no valor de R$ 1 milhão a ser revertida em ações de promoção dos direitos da população LGBT no âmbito da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

A medida foi motivada após o ex-secretário afirmar que acredita na “cura gay” e comparou os homossexuais a doenças como Aids e câncer. 

Além da indenização, o ex-secretário deverá também publicar um texto informativo do órgão, esclarecendo sobre os direitos da população LGBT. Caso ele descumpra a decisão, deverá pagar multa diária de R$ 10 mil. 

Para o coordenador do programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, subordinado a Ezequiel até a última quarta-feira, a medida da Defensoria ameniza o dano sofrido pela comunidade LGBT.  "Ele falou que os gays são doentes e isso geral um dano moral, uma ofensa, uma humilhação enorme. A comunidade homossexual se sentiu muito ofendida. Foi uma posição extremamente discriminatória e vexatória", definiu.

Após a declaração, o governador Luiz Fernando Pezão exonerou Ezequiel da pasta. 

Nos dois meses que ficou à frente da Secretaria, Teixeira, por conta de suas posições homofóbicas, entrou em guerra declarada contra os defensores dos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Ele fechou quatro centros de assistência a esse público e acabou com o Disque Cidadania LGBT, serviço telefônico que dava orientações e recebia denúncias contra a violação dos direitos de homossexuais. Um de seus primeiros atos como secretário foi demitir a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Margarida Pressburger.

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