Rio - O combate ao Aedes aegypti ganhou um forte aliado: drones serão usados para localizar focos do mosquito que provoca o zika vírus, dengue e a febre chikungunya. A novidade foi divulgada nesta segunda-feira no lançamento da força-tarefa formada por cerca de 800 homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual.
O coronel Ronaldo Alcântara, secretário estadual da Defesa Civil, reforçou a importância da utilização dos drones. "Eles farão voos para identificar criadouros", disse, após uma demonstração dos equipamentos. Ele ressaltou a importância da participação da corporação no "projeto de saúde pública."
GALERIA: Bombeiros terão drones no combate ao Aedes
Antes das visitas em determinadas áreas, os drones da Secretaria de Estado de Defesa Civil farão um sobrevôo da região, para identificar do alto possíveis criadouros dos mosquitos. Com base nos dados colhidos, os agentes e bombeiros vão realizar os trabalhos.
A força-tarefa vai apoiar os municípios do estado na realização de vistorias em imóveis. Os militares foram capacitados por técnicos da Secretaria Estadual de Saúde e trabalharão em apoio às equipes de agentes municipais de controle de endemias em busca de focos do mosquito.
?Privacidade respeitada
Pesando 1,5 kg e com mais de um metro de diâmetro, o drone irá sobrevoar, esta semana, Duque de Caxias. “A ideia é localizar lixões, piscinas abandonadas, caixas d'água abertas e repassar os endereços aos agentes que irão visitar as casas”, diz o tenente-coronel Rodrigo Bastos, chefe da Coordenadoria de Operações de Veículos Aéreos Não-Tripulados.
As imagens captadas pelo drone serão transmitidas para um tablet e todos os registros serão armazenados de forma confidencial. “A privacidade será respeitada. As imagens das casas não serão divulgadas ao público”, garantiu o tenente-coronel Rodrigo Bastos.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os bombeiros possuem autorização para utilizar o drone. Apesar de o Brasil ainda não possuir legislação específica a respeito do uso das aeronaves, a questão da divulgação de imagens é de campo judicial. “Caso uma imagem seja divulgada e uma pessoa se sinta ofendida, ela pode processar o autor da imagem. A Anac somente autoriza a questão operacional do voo”, afirmou a pasta.