Em vídeo, ex-mulher de Pedro Paulo afirma que ela começou com agressões

Ela conta que ex-marido estava apenas se defendendo. Nesta quinta-feira, ministro do STF autorizou abertura de inquérito

Por O Dia

Pedro Paulo é acusado de agredir ex-mulherSeverino Silva / Agência O Dia

Rio - O caso de agressão entre o secretário executivo da prefeitura, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, e a sua ex-mulher, Alexandra Marcondes, ganhou mais um capítulo. No mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux autorizou a abertura de inquérito contra o parlamentar, a revista Veja divulgou um vídeo em que Alexandra muda a versão do seu depoimento e conta que ela começou a agredir o ex-marido durante uma briga.

Nas imagens, ela afirma que Pedro Paulo estava apenas se defendendo das atitudes dela. "Se eu parti para cima dele? Óbvio. Eu bati? Bati. Ele se defendeu e ele é muito maior do que eu. Parti para cima dele", destacou a ex-mulher. "Tudo que eu vi na minha frente eu arremessava nele", disse.

Na gravação, Alexandra ainda mudou a descrição do que havia contado à polícia, em 6 de fevereiro de 2010. Na ocasião, ela disse que Pedro Paulo deu socos e chutes após ela descobrir que tinha sido traída.

Caso marcado por contradições

Durante as investigações, houve contradições nos depoimentos de Pedro Paulo e Alexandra. Duas ocorrências foram registradas por agressão a Alexandra, em 2008 e 2010. Os registros de agressão apontam que Pedro Paulo Carvalho deu socos no rosto e corpo da ex-mulher. Há também relatos de ofensas verbais a Alexandra, com xingamentos de "vagabunda" e "piranha", entre outros.

Por isso, o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu que ela desse um novo depoimento após as "sucessivas alterações na sua versão do ocorrido, esclarecendo o que efetivamente ocorreu".

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Janot pediu ainda para ouvir a babá da criança, Ana Paula Bernardes, já que ela teria testemunhado a agressão. Além disso, o procurador pediu também que o autor do laudo do exame de delito desse um depoimento. Ainda nesta quinta-feira, o ministro do STF autorizou a coleta dos depoimentos e a Polícia Federal fará as oitivas em um prazo de 30 dias.

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