Funcionários pedem devolução de fundo de pensão dos Correios

Profissionais fizeram manifestação, na tarde desta sexta-feira, em frente ao prédio da empresa

Por O Dia

Rio - Os funcionários dos Correios fizeram um protesto, nesta sexta-feira, em frente à sede da empresa na Avenida Presidente Wilson, no Centro, para exigir a devolução do dinheiro do fundo de pensão dos profissionais. Em 2012, um inquérito policial identificou que dois fundos de investimentos do Postalis, com mais de R$ 370 milhões em recursos aplicados, foram geridos de forma fraudulenta. As transações eram ordenadas por uma administradora de valores com sede em São Paulo, mas executadas em Miami, nos Estados Unidos.

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"Estamos correndo atrás do nosso benefício. Eles querem até descontar uma porcentagem do nosso salário para repor uma dívida deles. Um absurdo!", reclamou Teresa Cristina Torres, funcionária dos Correios há 37 anos.

Funcionários dos Correios protestaram nesta sexta-feira em frente ao prédio da instituiçãoWhatsApp O DIA (98762-8248)

No mês passado, a Polícia Federal começou a apurar as fraudes na gestão de recursos do fundo, que pode ter tido um prejuízo de R$ 180 milhões. Durante a Operação Positus, a polícia expediu um mandado de prisão preventiva contra o principal investigado, ex-gestor dos fundos de investimento. No entanto, o suspeito requereu há alguns meses o passaporte italiano em Miami e viajou para a Espanha.

Segundo a PF, esse ex-gestor ainda não foi localizado e seu nome foi incluído na lista vermelha de procurados internacionais da Interpol. “A PF trabalha em cooperação policial com as polícias americana, italiana e a Interpol para localizá-lo e prendê-lo”, informa a nota.

De acordo com a polícia, a fraude consistia na compra de títulos do mercado de capitais por uma corretora americana, que os revendia por um valor maior para empresas com sede em paraísos fiscais ligadas aos investigados. Em seguida, os títulos eram adquiridos pelos fundos Postalis com valor de título maior. Assim, em um período de poucos dias, a aquisição era feita por um preço 60% maior do que o real valor de mercado.

Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, apropriação de recursos de fundos e lavagem de dinheiro. As penas variam de dois a 12 anos de prisão.

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