CPI conclui que Rio está atrasado em relação ao controle de armas

Nesta quinta-feira, deputados disseram que Estado deve copiar outras iniciativas do país

Por gabriela.mattos

Rio - A CPI das Armas da Alerj concluiu, após vistoria no Sistema Informatizado de Material Bélico (SistMatBel) da Polícia Militar, que o Rio de Janeiro está muito atrasado em relação a outros estados na questão do controle de armas. Os integrantes da CPI se reuniram com comandantes de batalhões do Rio, no Quartel General da PM, e sugeriram que o sistema de fiscalização de armas adote medidas já utilizadas em outras partes do país.

“Em São Paulo, as armas ficam acauteladas com os PMs. No Paraná, elas têm chips de controle. Em Pernambuco, as armas apreendidas são lacradas e depois destruídas. Em Santa Catarina, o Boletim de Ocorrência é eletrônico, no tablete, e não no papel”, lembrou o deputado Carlos Minc.

Ele acrescentou ainda que, em vários estados, são comprados lotes de munição, o que facilita o controle. “Em muitos deles, o Instituto de Criminalística estadual rastreia a arma apreendida para checar se foi roubada de um policial civil ou militar”, afirmou. Das mais de 2 mil armas que foram extraviadas ou roubadas das unidades policiais e de empresas de segurança, de 2005 a 2015, a CPI das Armas apurou que 635 sumiram da PM.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia