'Grande fragilidade', diz Carlos Minc sobre controle de armas da PM

Presidente da CPI, deputado afirma que há vulnerabilidade até em unidades de elite da polícia

Por O Dia

Rio - O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento, reafirmou nesta quinta-feira na CPI das Armas que detectou, em 2015, um esquema de vazamento de informações de ações da tropa de elite para traficantes. O presidente da CPI, deputado Carlos Minc (PT), disse ter sido mais um indicativo da “grande fragilidade” dos sistemas de controle das operações e do armamento da Polícia Militar.

No mesmo Bope, houve um episódio, anterior à gestão de Sarmento, que assumiu a unidade em maio de 2015, de um sargento que dava treinamento de tiro a traficantes do Complexo da Maré . Segundo o tenente-coronel Sarmento, o caso está sob investigação da Corregedoria-Geral da PM.

Preocupado com as duas informações, Minc lembrou que, assim como ocorreu no Bope, outra unidade de elite da PM já demonstrara fragilidade em seus sistemas de controle. Em outubro de 2014, 29 armas foram roubadas de paiol do Batalhão de Choque, e, até agora, ninguém foi punido nem qualquer arma recuperada.

“Estamos constatando grande vulnerabilidade nos sistemas de controle, mesmo em unidades de elite”, disse Minc, lembrando que Sarmento reconheceu ainda que o controle do uso de armamento pela tropa continua feito por livros, e que, apenas semanalmente, os dados são enviados para o Sistema de Material Bélico, que é informatizado.

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