Flavio Bolsonaro vai se candidatar à prefeitura do Rio

Deputado estadual do PSC anunciou candidatura nesta quarta-feira durante plenário na Alerj

Por O Dia

Rio - Filiado recentemente ao PSC, o deputado estadual Flavio Bolsonaro anunciou no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na tarde desta quarta-feira, que será candidato à prefeitura do Rio. A candidatura do parlamentar já era defendida pelo presidente do partido, Pastor Everaldo, mas estava encontrando resistência por parte do pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP).

No plenário, Flavio Bolsonaro disse que fará uma "candidatura firme, forte, com base no que estamos ouvindo nas ruas, nas carências que o município tem". "Um governo que foque na prioridade de fazer com que os cidadãos cariocas deixem de ser dependentes do ente público, possam caminhar com as próprias pernas", completou o parlamentar.

Flavio Bolsonaro vai se candidatar à prefeitura do RioFabio Gonçalves / Agência O Dia

Ao lado dele, outros oito pré-candidatos vão concorrer à sucessão de Eduardo Paes no cargo. Deles, cinco deverão seguir em frente e passar pelo crivo das convenções partidárias, que têm até o dia 5 de julho para definir quem vai concorrer no dia 2 de outubro, data do primeiro turno. Apadrinhado pelo prefeito Eduardo Paes, o supersecretário Pedro Paulo Teixeira, do PMDB, é um dos postulantes mais fortes, apesar de sua candidatura hoje estar fragilizada com as denúncias de agressão à ex-mulher Alexandra Marcondes. O arco de alianças em torno de seu nome deverá contar com uma dezena de partidos.

Um dos apoios dado como certo é o do PT de Washington Quaquá, presidente do partido no Rio. A legenda deve se dividir na eleição carioca: ala petista defende o apoio à deputada federal Jandira Feghali, do PC do B, ou ao deputado estadual Marcelo Freixo, do Psol.

ALIANÇAS
Cada vez mais próximo ao PMDB de Eduardo Paes, o DEM do deputado federal Rodrigo Maia é outro que está pronto para se engajar na campanha de Pedro Paulo. “É natural apoiar o candidato do PMDB”, diz Rodrigo. O namoro dos dois partidos ficou mais forte em 2015, desde que Bruno Mattos, homem de confiança da família Maia, foi nomeado vice-presidente da Riotur.

Dividida, a esquerda vai lançar, além de Freixo, a candidatura do deputado federal Alessandro Molon (Rede). Em 2012, Freixo teve um bom desempenho, com 13% dos votos válidos, na eleição vencida em primeiro turno por Paes. “O Molon e o Freixo vão disputar o mesmo eleitorado”, diz Ricardo Ismael.

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Em outra frente, o PSB terá como candidato o senador Marcelo Crivella, que se filia ao partido esta semana. Com o apoio do ex-jogador e senador Romário (PSB), Crivella está confiante de que, na nova casa, vai ampliar sua votação para além dos setores evangélicos. Bispo licenciado da Igreja Universal, Crivella já disputou a prefeitura duas vezes, em 2004 e 2008, e chegou ao segundo turno contra o governador Pezão em 2014.

Decidido a fincar raízes no Rio, o PSDB cooptou o ex-secretário Carlos Osorio que, depois de participar dos governos Paes e Pezão, deixou o PMDB para ser candidato tucano à prefeitura carioca. “Nosso eixo é anti-Dilma, anti-PT e vamos procurar parcerias nesse campo”, afirma o deputado federal Otávio Leite (PSDB).

Dos oito pré-candidatos, os deputados federais Hugo Leal, do Pros, e Índio da Costa, do PSD, além de Jandira Feghali, enfrentam dificuldades de se viabilizar e devem desistir da disputa. 

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