PF combate quadrilhas que lesaram Previdência Social em cerca de R$ 6 mi

Investigação descobriu que advogados, despachantes e contadores atuavam de forma organizada para viabilizar a conquista dos benefícios por meio de fraudes

Por O Dia

Rio - Mais de 150 agentes da Polícia Federal participaram de uma operação realizada nesta quarta-feira na capital fluminense e nos municípios de Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Seropédica, Itaguaí, Mesquita e Paracambi, na Região Metropolitana, e em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Todos os 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

A ação, que recebeu o nome Lenda Urbana, investigou a existência de quadrilhas que atuam na obtenção fraudulenta de benefícios previdenciários e que causaram um prejuízo de pelo menos de R$ 6 milhões aos cofres públicos.

A força-tarefa previdenciária, que envolve Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal, descobriu que advogados, despachantes e contadores atuavam de forma organizada para viabilizar a conquista dos benefícios por meio de fraudes.

Foram apreendidos diversos documentos%2C incluindo carteiras de trabalho%2C guias e formulários médicos%3B computadores%3B aparelhos celulares%3B e carimbosDivulgação

No esquema, o grupo criminoso utilizava as Agências da Previdência Social (APS) Centro, Almirante Barroso, Ramos, Maracanã, Raimundo Correia, Copacabana e Del Castilho, todas na capital fluminense, e também as APS de Piabetá, Duque de Caxias, Paracambi, Nova Iguaçu, Nilópolis e Arraial do Cabo. Em alguns casos, os criminosos contavam com o apoio de servidores do INSS participantes do esquema. Em outros, criavam artifícios para induzir outros servidores das agências ao erro.

De acordo com a Polícia Federal, as fraudes ocorriam, principalmente, por meio da utilização de Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP), que continham vínculos, períodos ou salários empregatícios falsos.

Esses dados alimentavam o sistema do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para permitir que fossem criados benefícios previdenciários em nome de “laranjas”. Os valores eram sacados mensalmente pelos criminosos causando um prejuízo aos cofres do INSS de pelo menos R$ 6 milhões.

Na operação de hoje, foram apreendidos diversos documentos, incluindo carteiras de trabalho, guias e formulários médicos; computadores; aparelhos celulares; e carimbos.

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