Felipe Bornier deixa o PSD e assume a presidência do Pros no estado

Em São Paulo, Andrea Matarazzo sai do PSDB acusando o partido de corrupção interna

Por O Dia

Felipe Bornier assumiu a presidência do Pros na vaga de Hugo LealCarlo Wrede / Agência O Dia

Rio - O deputado federal Felipe Bornier é o novo presidente regional do Pros no Rio de Janeiro. O parlamentar aproveitou o último dia da janela aberta pela legislação para troca de partido sem o risco de perda de mandato para deputados e vereadores. Os detentores de cargos majoritários, como prefeitos, governadores e senadores têm até 2 de abril para trocar de partido.

Felipe deixou nesta sexta-feira o PSD e se filiou ao Pros, com o apoio dos líderes do PMDB no Estado, organizar e comandar as alianças do seu novo partido nas eleições municipais de outubro.

O ex-presidente do Pros, o também deputado federal Hugo Leal, filiou-se ao PSB para ser o homem-forte da pré-candidatura de Romário à prefeitura do Rio.

Além de Bornier e Leal, dois petistas históricos deixaram o partido recentemente: o ex-deputado Zaqueu Teixeira se filiou ao PDT para disputar a prefeitura de Queimados, e o ambientalista Carlos Minc, que ainda não decidiu sua nova sigla. Minc está sendo disputado por Psol, Rede e PDT.

Em São Paulo, o último dia para o troca-troca de partidos também foi agitado. O vereador Andrea Matarazzo, que até anteontem era um dos pré-candidatos do PSDB à prefeitura da capital, anunciou sua desfiliação do partido. Em nota, Matarazzo disse estar indignado com “o descalabro ocorrido nas prévias para escolha do candidato do PSDB a Prefeitura de São Paulo”.

O vereador denunciou a corrupção dentro do partido. uso da máquina do Governo do Estado, e o ilegal abuso do poder econômico em favor de João Dória Jr.

“Assistimos perplexos a ostensiva e irregular publicidade eleitoral; a prática escancarada de boca de urna (definida como crime eleitoral); o transporte massivo de eleitores; a oferta de alimentação; a realização de festas com oferecimento de bebida alcoólica; a violência nos locais de votação; o impedimento dos fiscais exercerem suas funções; a afronta ao exercício do voto secreto; a intimidação física e moral de eleitores. E a pior das afrontas: a compra de votos”, disse Matarazzo, que deve anunciar sua filiação ao PSD de Gilberto Kassab.

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