Motoristas do Uber querem aumento e marcam paralisação

Cerca de dois mil carros estarão fora de serviço

Por O Dia

Rio - Os taxistas já não são mais os únicos a se manifestar contra o Uber. Os próprios motoristas cadastrados no aplicativo de carona paga marcaram paralisação de 24 horas, a partir das 5h de hoje, como forma de protesto contra redução de 15% na tarifa, aplicada no ano passado. Dois mil colaboradores — há 10 mil em todo o país, segundo a empresa — prometem aderir ao movimento.

A possibilidade de greve foi antecipada pela coluna ‘Digital & Tal’, publicada no DIAde ontem. Os motoristas do Uber reivindicam que a tarifa seja reajustada em 35%. Eles argumentam que estão sofrendo prejuízos financeiros acarretados não só pela queda no valor do serviço, como também pelo crescente número de novos profissionais no aplicativo.

Participarão da paralisação, convocada pelo WhatsApp, motoristas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Porto Alegre, Brasília, Recife, Curitiba e Campinas.

O Uber informou, com base em dados de mais de 400 cidades onde o app está presente, que a redução de preços tem resultado em aumento da demanda por carros. “Com isso, os motoristas parceiros farão ainda mais viagens e continuam gerando tanta renda quanto antes, chegando até a ganhar mais”, diz nota divulgada pela assessoria de imprensa. A empresa não apontou se cogita oferecer alguma contraproposta.

De acordo com o Uber, os motoristas parceiros continuam ganhando a mesma porcentagem do valor pago pelos usuários por cada viagem (entre 75% e 80%, dependendo do tipo de serviço). Mais de 1 milhão de passageiros já baixaram o aplicativo no Brasil.

Últimas de Rio De Janeiro