Idosa deixa carta e dinheiro para bombeiro que foi trabalhar a pé

Na quinta-feira o cabo Altamir Cruz tentou caminhar da Ilha do Governador até Niterói por não ter o dinheiro da passagem

Por O Dia

Rio - Uma senhora ficou emocionada com a atitude do cabo do Corpo de Bombeiros, Altamir Cruz, de 31 anos, e deixou dinheiro e uma carta elogiando o profissinal. Na manhã de quinta-feira, Altamir deixou sua residência na Ilha do Governador com o objetivo de chegar caminhando até o até o Quartel de Charitas, em Niterói, já que não tinha o dinheiro da passagem para ir trabalhar. Em um trecho da mensagem em que O DIA teve acesso, Sueli Moraes chama o bombeiro de "Anjo do asfalto". 

O cabo Altamir Cruz, sem dinheiro da passagem, tentou caminhar da Ilha do Governador até Niterói, mas foi resgatado por uma viatura da corporação antes de entrar na Ponte Rio-NiteróiDivulgação / WhatsApp do DIA (98762-8248)

"Ao herói desconhecido da Linha Vermelha. Querido anjo do asfalto, amado bombeiro, desconhecido é o seu nome, conhecida é a sua bravura. Vi a reportagem na TV, meu coração travou, meus olhos ficaram soltando lágrimas. Vi sua expressão de sofrimento e sofri com você. Tenha certeza quantos brasileiros viram esta reportagem estarão rezando e sofrendo, porque queridos anônimos, nós o amamos. Vocês não tem dimensão de nosso amor e gratidão", diz um trecho da carta.

"Querido anjo, não desanime, não desista. Deus está com você. Estou humildimente ofertando R$50. Por favor, não recuse. Será uma ofensa. Não é esmola, é uma pequena gota a se somar a chuva de felicidade que há de vir em sua vida", continuou Sueli em outro trecho da mensagem. 

Segundo informações, a senhora lembrou que recentemente sofreu um problema de saúde e foi socorrida pelos bombeiros. Fardado, o cabo Cruz caminhou cerca de três horas e foi resgatado por uma viatura da corporação na entrada da Ponte Rio-Niterói e levado para o quartel na cidade da Região Metropolitana. 

Idosa deixa carta e dinheiro para bombeiro que foi trabalhar a péDivulgação

Na última quarta-feira, o bombeiro que atua como técnico em enfermagem já havia dito ao seu comando que não tinha dinheiro para a passagem de ônibus. Escutou que se não fosse ao treinamento seria punido. Sua esposa e filha de 4 anos dependem da sua renda como militar. Para evitar a prisão acatou a ordem, seguindo a pé. Em nota, o Corpo de Bombeiros garantiu que o militar não será punido.

"O militar tem o direito de deslocar-se a pé, desde que e o faça sem colocar em risco outras pessoas ou a si mesmo".

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