PM entra em escola ocupada por estudantes na Zona Norte

Ação descumpriu determinação de Dornelles que não permitia presença de policiais militares nesses colégios

Por O Dia

Rio - A determinação do governador em exercício Francisco Dornelles de não permitir a presença de policiais militares nas escolas ocupadas do estado foi descumprida nesta sexta-feira. Durante a tarde, alunos ocuparam o Colégio Estadual Chico Anysio, no Andaraí, mas à noite, funcionários teriam trancado um grupo de 20 de estudantes junto com PMs dentro da escola.

Segundo uma das internautas, o comandante do batalhão local teria ameaçado “inaugurar uma nova etapa nas ocupações do Rio de Janeiro”. Segundo ela, a polícia afirma que não sairá da unidade. “A polícia diz que ou vai remover ou vai se manter ocupada quanto tempo for preciso”. Os estudantes do Colégio Estadual Chico Anysio divulgaram vídeos nas redes sociais pedindo apoio e reclamando da ação da PM.

 

NOTÍCIAS DO CE CHICO ANYSIO.Estão tentando reintegração a posse do colégio.#ResisteAnysio#Compartilhem

Publicado por Paralisação dos alunos dos colégios estaduais RJ 2016 em Sexta, 8 de abril de 2016

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Apesar das denúncias de opressão, estudantes ocuparam mais três colégios estaduais nesta sexta-feira: Guanabara, em Volta Redonda, CIEP Brizolão 114 — Maria Gavázio Martins, em São João de Meriti, e Compositor Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos. A última, foi ocupada durante a noite, por cerca de 30 estudantes que não encontraram resistência. Com as novas adesões já chegam a 17 as unidades sob controle dos alunos.

Pelas redes sociais, os grupos estudantis denunciam abusos que estariam sofrendo de colegas para deixarem as unidades. De manhã, alunas do Colégio Estadual Heitor Lira, na Penha, a terceira escola a ser ocupada, afirmaram que alunos contrários ao movimento se uniram e fizeram ameaças. “Solicito que os coletivos e gênero se posicionem e deem os apoios necessários a essas alunas”, pedia.

Segundo o cientista político e sociólogo Paulo Baia, a adesão deve crescer. “ O movimento encontrou apoio de pais e professores”, afirma o especialista, que não vê uma solução a curto prazo.

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