Conheça os pratos do Comida di Buteco 2016

Tradicional festival que integra bares de vários pontos do Rio chega à nona edição na cidade com novos participantes

Por paulo.gomes

Rio - O mês mais esperado do ano para quem gosta de comida de botequim e da brincadeira de escolher a melhor birosca da cidade começa nesta sexta-feira, com a 17ª edição do concurso Comida di Buteco, que chegou ao Rio em 2008 e desde então movimenta os bares de todas as regiões.

São nove anos aumentando o fluxo de carros no Túnel Rebouças, com muita gente da Zona Sul vencendo preconceitos para conhecer as delícias da Zona Norte e do subúrbio carioca, e muito suburbano tirando onda de malandro nas áreas nobres da cidade.

Art Chopp%3A Tipo rei bolinho à mineira - Bolinhos com massa de muçarela e minas temperados no chope recheados com torresmo%2C linguiça mineira e couveDivulgação

Para aumentar ainda mais a lista, a quilometragem e a cultura ‘butequeira’, o concurso este ano chega à Baixada Fluminense, com bares em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, e também em Piedade e Vila Valqueire. Sem falar na delícia que será pegar a barca para comer e beber em dois bares de Paquetá.

Estimulados pelo fato de o concurso passado ter sido vencido por dois estreantes (Santo Remédio e Art Chopp), a turma que está chegando agora vem com apostas ousadas e deliciosas em busca do troféu. O Bar do Alto, no Morro da Babilônia, traz um rolinho de feijoada com vinagrete de bacon, por exemplo.

GALERIA: Conheça todos os participantes do Comida di Buteco 2016

Uma das estrelas da Baixada, o Colarinho Branco, de “Paulete” Barbosa (ex-Aconchego Carioca), vem pesado com a sua ‘Delação Premiada’: tiras de porco envolvida em provolone e bacon empanado no parmesão. Acompanha três tipos de molho: nirá com pimentões, agridoce com pimentas, e barbecue com mostarda e mel.

Santo Remédio%3A Hoje vou comer seu fígado - Fígado fatiado coberto por cebolas douradas. Com polentas e pedaços de quiabo%2C regado com vinagrete de parmesãoDivulgação

Melhor que os petiscos, no entanto, é o clima de parceria entre os donos de bares e clientes, que criaram uma espécie de confraria em quase uma década de concurso.

“No início eu queria ganhar. Claro que é o melhor, mas com os anos fui aprendendo a curtir o evento, os amigos, os clientes novos que faço. Ganhar virou um detalhe. Que eu quero para mim, mas é um detalhe”, garante Marcelo Novaes, do Cachambeer, favorito ano após ano, mas que acaba batendo na trave na hora da apuração. Ele espera, desta vez, levantar a taça.

Serjão Rabello, do Galeto Sat’s, que briga com Marcelo Novaes pelo título de dono de bar mais boa-praça da cidade, concorda com o amigo. “O grande barato do concurso é a brincadeira, que é boa para o bar, para o garçom, para o freguês e para a cidade”, diz Serjão, que este ano resolveu apelar: vai colocar na disputa o torresmo de barriga que servia apenas para os mais chegados, a famosa 'diretoria', na alta madrugada etílica do Sat’s.

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